6 de jun de 2015

Poltergeist - O Fenômeno, de Gil Kenan





A onda dos remakes e reboots veio para ficar. Todos os anos somos inundados com novos filmes baseados em sucessos do passado, seja em novas versões de conhecidas histórias, ou novos ângulos daquilo que já conhecemos. Com resultados bons (Planeta dos Macacos - A Origem) e outros pífios (O Espetacular Homem-Aranha), cabe aos espectadores julgarem cada uma dessas obras individualmente.

Poltergeist - O Fenônemo, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, fica no meio do caminho. Não é uma obra desprezível, mas também não consegue ofuscar o longa original, que é lembrado até hoje por uma legião de fãs. E acredito que esse seja o maior problema dos remakes: se não for para ser melhor, para que fazer?

Vi o Poltergeist original, de 1982, em algum momento da minha infância e adolescência. Mas, devo admitir que não me lembro com detalhes da trama, apenas de algumas cenas específicas e que ficaram gravadas em minha memória como assustadoras. Como não revi o filme depois de adulto, tenho até medo de fazer isso com o original e ver que meus medos de criança eram bobinhos e infundados.

Assim, ao assistir a esse remake dirigido por Gil Kenan (e produzido por Sam Raimi, é importante frisar),  não estava inundado de recordações afetivas da primeira obra, podendo não gostar da nova versão por causa disso. Mas, apesar de um susto (de leve) ou outro, o filme não me causou nenhum "espanto" nem morri (sem duplo sentido) de amores por ele. Não é um filme ruim, mas é apenas OK.

A trama é clichê: família padrão americana, devido à crise financeira, tem de se mudar para um subúrbio mais distante e acaba encontrando uma casa interessante pelo preço que podem pagar. O que ninguém esperava era que a comunidade foi construída em cima de um antigo cemitério e não demora muito para que espíritos comecem a se manifestar, principalmente para os mais jovens, causando uma série de problemas para a família.

Com um elenco que não é o melhor do mundo, mas que também não envergonha, o destaque fica por conta dos dois protagonistas infantis, os atores Kyle Catlett e Kennedi Clements. Essa última, uma fofura em forma de criança, cuja trama praticamente puxa a história do longa.

Divertido, é importante frisar que Poltergeist - O Fenômeno, não é um filme de terror. Tem os seus sustinhos (causado por acordes altos em determinados pontos, algo bem clichê, né, Gil Kenan?), mas não assusta e, certamente, não causará pesadelos em ninguém. É pura bobagem cinematográfica, daquela para ser consumida com bastante pipoca e refrigerante e esquecida logo depois de sairmos do cinema.

Dessa forma, não é preciso temer: ainda vai demorar para que a luz realmente assuste você!

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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