25 de jun de 2015

Primeiras Impressões: True Detective (2ª Temporada)




Para quem ainda duvidava que a TV podia exibir produtos de excelente qualidade artística e técnica, o veículo provou-se definitivamente capaz disso no ano passado, com o lançamento da série True Detective, ao atingir a tônica certa com um produto sucesso de público e crítica.

Agora chegamos à sua segunda temporada. Mesma equipe, mas com outro elenco. Aqui damos adeus a Matthew McConaughey e Woody Harrelson, entretanto, a dor dos novos personagens também existe, assim como seus demônios interiores. Ou exteriores, vai saber.

Colin Farrel, Rachel McAdams, Taylor Kitsch e Vince Vaughn são os protagonistas da vez. Pelo que deu pra perceber, todos eles possuem suas infelicidades bem latentes. Colin vive o policial Ray Velcoro, que tem um filho amedrontado por causa dos constante bullyings que sofre na escola. Sua esposa havia sido violentada no passado, não se sabe se o filho é dele ou não, mas ele deixa claro que não se importa com isso e que é o pai. Neste primeiro episódio, fora, dele as cenas mais violentas.


Rachel interpreta Ani, uma policial que tem um pai guru e uma irmã que faz vídeos eróticos. Parece bizarro e é mesmo, e a coitada não parece gostar nada disso. Ela acredita nas convenções que a vida lhe deu e parece sofrer com isso.

Taylor, ou melhor, Paul, é um veterano de guerra que vive um policial rodoviário, que em determinado momento sente o maior prazer em usar sua moto no maior limite de velocidade possível. Assim como os outros personagens, ele não está bem e algo o aterroriza.

Por fim, Semyon. Vince Vaughn é um ator que se especializou em comédias, não fez nada até agora que mostrasse que ele é um ator versátil, então o personagem pode ser o seu canto do cisne. O ator não fez feio no primeiro episódio, ao retratar um empresário escuso.

Todos aqui tem seus segredos e o episódio de estreia teve uma narrativa mais linear que a temporada anterior, usando apenas um breve flashback para explicar ao público determinado acontecimento que ligou os personagens de Colin e Vince. Se isto será usado mais amplamente neste temporada, teremos que esperar. O fato é que a direção não mudou a forma como capta a tensão dos personagens, a fotografia continua a mesma, pálida e metálica.


O que se pode perceber é que se na temporada anterior o foco foi nos dois personagens centrais e na narrativa repleta de idas e vindas, aqui a intenção parece ser ir mais direto no assunto e na dor dos personagens, para não fugir tanto do mote principal.  

Como a série é policial, um cadáver não podia deixar de aparecer. Ele surge nos minutos finais e, em se tratando de True Detective, de uma forma grotesca e inusitada. Mais uma vez Nic Pizzolato, seu criador, nos brinda com um roteiro perfeito, sem furos. A direção prioriza não apenas os diálogos, que não são extensos, mas também a ação, sempre fazendo com que o espectador participe junto da série. Mas sem fazer julgamentos, por favor! Todos escondemos segredos também.

True Detective pode ser acompanhada todos os domingos, a partir das 22 horas na HBO.

Leia Também:
Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema, para ele um lugar mágico e sagrado, de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
FacebookTwitter


1 comentários:

Aide Hernández disse...

Com este novo elenco de True Detective 2 eu decidi ver o show a partir do zero, sem comparar, porque eu acho que É o que os diretores querem nos oferecer e certamente será um sucesso

Share