8 de jun de 2015

Primeiras Impressões: Wayward Pines





Séries de suspense sempre rendem. Desde Lost, com suas realidades alternativas e mil formas de narrativas fragmentadas para nos viciar, a televisão americana procura um novo sucesso utilizando-se das mesmas ferramentas. Para isso, vale de tudo: de remake de sucessos estrangeiros (como The Returned, que curti, mas achei o final da primeira temporada um anti-climax), até adaptações de obras literárias dirigidas por cineastas de sucesso que vivem a decadência e querem mudar esse rumo. Que é exatamente o caso de Wayward Pines, atualmente em exibição simultânea nos EUA e no Brasil, pela Fox.

A surpresa, até o momento, é que com suas mil perguntas levantadas e poucas respostas oferecidas ao público em quatro episódios, Wayward Pines vem empolgando, apresentando uma trama misteriosa, que fisga o telespectador, aliado à uma excelente direção e elenco competente.



Com produção executiva (e direção de alguns episódios) de M. Night Shyamalan a minissérie em 10 episódios é baseada no best-seller Pines, de Blake Crouch, sendo adaptada para a televisão por Chad Hudge, contando com um elenco luxuoso, capitaneado por Matt Dillon, mas como nomes como Melissa Leo, Terrence Howard, Carla Gugino, Shannyn Sossanon, e Juliette Lewis. 

A trama é surreal: Ethan Burke (Matt Dillon) é um agente federal, tentando localizar dois colegas desaparecidos. Depois de um acidente de carro, ele chega em Wayward Pines, uma bucólica cidade americana, que parece perfeita em sua paz e quietude. Entretanto, ao não conseguir sair do local nem se comunicar com as pessoas de fora dali, se vê preso em uma intrincada comunidade, onde as pessoas vivem vidas inventadas e não podem falar sobre seus passados, vivendo cercados e em um regime absurdo. É o drama de Ethan tentando fugir de Wayward Pines que acompanhamos episódio a episódio.

Com imagens surreais, que misturam a realidade de Ethan com o mundo fora de Wayward Pines, onde sua esposa e filho buscam notícias depois do desaparecimento do personagem, a série avança levantando questões que se infiltram em nossas mentes e anseiam por respostas: 
  • O que é Wayward Pines? 
  • Por que as pessoas não podem sair dali? 
  • Como são escolhidas as pessoas para viverem na cidade? 
  • Por que o tempo passa mais rápido ali?


Em quatro episódios exibidos, Wayward Pines preocupa-se, pelo menos até agora, em traçar o perfil de seus personagens nessa situação absurda, nos confundindo, já que não sabemos quem é realmente vilão ou mocinho nessa trama, que caminha a passos lentos, mas viciantes.

Adotando o formato de minissérie, dependendo do seu sucesso (e pelo menos a crítica vem aplaudindo o trabalho), Wayward Pines pode seguir o exemplo de tramas como American Horror Story e True Detective, que ao se fixarem em tramas individuais a cada temporada, parecem ganhar longevidade na telinha.

Angustiante e muito bem realizada, Wayward Pines merece a sua atenção.

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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