12 de jun de 2015

Qualquer Gato Vira-Lata 2, de Roberto Santucci e Marcelo Antunez




Não é de hoje que a comédia é um gênero muito utilizado no cinema nacional, sendo a maioria dos filmes do tipo cheios de clichês e com personagens bem caricatos. São poucos os filmes que se diferenciam desse molde, e um que muito me agradou foi Qualquer Gato Vira-Lata, de 2011, que foi leve e descompromissado de se assistir, uma comedia romântica bem suave e agradável, tão agradável que recebeu uma continuação que estreou recentemente nos cinemas. 

Tati (Cléo Pires) e Conrado (Malvino Salvador) viajam para a Riviera Maia para um congresso no qual o último irá palestrar. Durante a viagem, Tati pretende pedir seu namorado em casamento e transmitir via internet o pedido para todos os seus amigos e conhecidos no Brasil. Quando o pedido dá errado, eclode uma crise no relacionamento entre os dois, com os seus respectivos ex-parceiros, o surfista Marcelo (Dudu Azevedo) e a psicóloga Ângela (Rita Guedes), tentando aproveitar a situação para forçarem uma reconciliação. 

É claro que esta situação é um clichê muito óbvio e comum e todos já sabemos o desfecho do filme antes de chegarmos a ele, entretanto, é trama para distrair mesmo do nosso dia-a-dia. 


Tem muita gente querendo uma produção hollywoodiana no cinema nacional, mas ainda não foi dessa vez. Embora o filme tenha melhorado no aspecto visual e no roteiro. E tente entender roteiro como contexto, pois é exatamente isso que temos em Qualquer Gato Vira-Lata 2, já que diferente de seu antecessor, esse filme consegue ser mais coeso, apesar de pecar no pastelão. 

As novas aquisições da franquia são muito bem-vindas. Mel Maia (Avenida Brasil) interpreta Julia, uma garota subornada por Marcelo para se passar por sua filha e amolecer o coração da amada. No viés dramático do enredo, Fábio Jr. (Tal Pai, Tal Filho) faz uma participação especial como o pai de Tati. A cena claramente mistura emoções da vida real com a história ficcional e cria um momento tocante. 


No final das contas, Qualquer Gato Vira-Lata 2 pode ser considerado um saldo positivo. Há melhorias evidentes na qualidade da produção e o filme traz alguma dose de libertinagem no roteiro. Os críticos podem torcer o nariz, mas as comédias cinematográficas estão longe de acabar. Sendo assim, é melhor comemorar os avanços que o gênero demonstra.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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