2 de jul de 2015

#BaúPop: Filhote





Assisti a Filhote em janeiro de 2006, no Cine Guion Center, no Nova Olaria, em Porto Alegre. Filhote (Cachorro, no original) é um drama espanhol de 2004, com direção de Miguel Albaladejo. Gostei demais dele, porque adoro um bom drama e esse tem todos os ingredientes necessários para me agradar. Fala de amor, amizade e preconceito, temas que me fazem rir, chorar e refletir. 

Filhote é um filme modesto e despretensioso, tanto que ficou pouquíssimo tempo em cartaz e exclusivamente nas salas de cinema chamadas alternativas, muito provavelmente por sua temática GLS. O que foi uma injustiça, porque Filhote é muito mais do que isso. É um lembrete aos mais distraídos de que o amor em sua forma mais pura é inabalável e transmuta o tempo e todos os seus obstáculos, não se compra, não se impõe, não se inventa, apenas se conquista e se cultiva com verdade e transparência. 

Pedro é um dentista que vive na efervescente Madri. Homossexual e solteiro, ele tem uma intensa vida social, regada a muita festa e sexo, até que sua única irmã, mãe do pequeno e doce Bernardo, decide fazer uma viagem à Índia, acompanhando o novo namorado hippie. O que implica em deixar o filho sob os cuidados do tio solteirão, completamente despreparado para conviver com uma criança dentro da própria casa.


Pedro faz todos os ajustes necessários para receber o sobrinho de 11 anos. Diminui as festas e dá uma zerada temporária em sua vida afetiva/sexual. Tudo para proporcionar ao tímido menino um ambiente estável e acolhedor. Num primeiro momento, ambos ficam retraídos um com o outro, sem saber muito como agir, mas com o passar dos dias os dois começam a se dar muito bem, apesar da falta de jeito e intimidade de ambas as partes, até que Pedro recebe uma correspondência da irmã comunicando-o que está presa com o namorado na Índia por porte de drogas. 

Pedro tem que readaptar toda sua vida para ficar com Bernardo por tempo indeterminado. Cria-se entre os dois uma relação extrema de amor e carinho, até que lá pelas tantas aparece a avó paterna do garoto exigindo sua guarda, por achar inadmissível que o neto seja criado por um homossexual. A partir daí, depois de muitas lágrimas e sofrimento, o filme parte para um emocionante final.


Apenas para deixar bem claro: é imperdível!

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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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