31 de jul de 2015

#BaúPop: Jurassic Park, de Steven Spielberg





Após assistir Jurassic World saí do cinema nostálgico e com vontade de revisitar o filme original, de Steven Spielberg. Em 1993, ano de lançamento do filme, eu era um moleque de 12 anos, que se encantou pelo mundo mostrado no primeiro Jurassic Park por Spielberg, que soube dosar emoção, aventura e, claro, dinossauros. Entretanto, nunca revi o filme mais velho, um pouco pelo medo de que as emoções causadas na infância soassem bobas ao serem revividas depois de tantos anos. Que tolinho eu fui.

Mas, antes de rever o filme no Netflix, comecei a ler o livro que originou o filme de Spielberg. Escrito por Michael Crichton (que também é um dos roteiristas do longa), a leitura de Parque dos Dinossauros (que, claro, vai ganhar um resenha em breve aqui) apenas me instigou ainda mais a rever o longa de 1993, mesmo sabendo que uma comparação livro/filme seria inevitável. E ainda bem que fiz isso.

Aclamado como um marco na indústria dos efeitos especiais, o Jurassic Park de Steven Spielberg foi um sucesso avassalador por ocasião de seu lançamento. Mas, como é comum em adaptações, muita coisa difere na obra cinematográfica do seu original literário. Mesmo com o autor Michael Crichton participando na elaboração do roteiro (e faturando aproximadamente US$ 2.000.000 - dois milhões de dólares!!! - entre direitos e adaptação), muita coisa foi amenizada e a história no filme fica um pouco mais branda que no livro. O que não é um demérito, já que cada obra cumpre bem o seu papel.

No enredo, vemos que o empresário John Hammond (Richard Attenbourough) enfrenta alguns problemas com o seu Jurassic Park. Depois de conseguir clonar dinossauros a partir de DNA extraído de mosquitos presos em âmbar pré-histórico, o empresário necessita do aval de alguns profissionais afirmando que o seu empreendimento na Ilha Nublar, na Costa Rica, é seguro. É quando surgem o paleontólogo Alan Grant (Sam Neill), a paleobotânica Ellie Sattler (Laura Dern) e o matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum), que, acompanhados do advogado Donald Gennaro (Martin Ferrero) e dos netos de Hammond, Tim (Joseph Mazzello) e Lex Murphy (Ariana Richards), fazem parte da trupe que desbrava o Parque dos Dinossauros. Mas, é claro que algo dá errado e acompanhamos uma verdadeira busca dos personagens pela sobrevivência na ilha depois de um temporal e da liberação dos temíveis Tiranossauro Rex e Velociraptors.


O mundo criado por Spielberg, com  o que havia de melhor em efeitos especiais na época, é incrível. Os dinossauros são lindos e convencem até mesmo quando revisitados nos dias atuais (é claro, os de Jurassic World são bem mais realistas mas, convenhamos, já se passaram 22 anos!). E os grandes astros no filme são, certamente, o Tiranossauro e os Velociraptors. 

E é esse o grande segredo de Jurassic Park. Apesar de vendido como uma grande aventura (e ele é!), o filme é também uma grande história de monstros. Temos alguns humanos fugindo durante grande parte do filme (e muitos deles morrendo, é claro), mas são os dinossauros, principalmente os carnívoros assassinos, o grande charme do longa. E, confesso, dá até pra torcer pra eles comerem muitos dos personagens.

Acusando por alguns de ter um roteiro fraco, com pouco desenvolvimento de personagens, dá pra se perguntar: really? É um filme de dinossauro, cacete! A diversão é realmente ver os dinossauros, preferencialmente, matando e comendo os personagens mais chatos da projeção!

Arrecadando mais de US$ 900.000.000 (novecentos milhões de dólares!) em todo o mundo, Jurassic Park tornou-se o filme de maior sucesso lançado até então. Reinado que manteve até 1997, quando Titanic chegou aos cinemas, quebrando recordes e tornando-se o que se tornou. Entretanto, até hoje o filme é um grande sucesso, ocupando a décima sétima colocação entre as maiores bilheterias de todos os tempos.

No fim das contas, assistir a Jurassic Park tantos anos depois de tê-lo visto pela primeira vez, serviu para mostrar que os grandes sucessos são atemporais e que revistar as boas lembranças de sua infância pode ser inesquecível. No caso desse filme, em particular, que não envelheceu e continua entretendo, foi diversão da maior qualidade, que apenas fez a onda de nostalgia que ando experimentando se manifestar ainda mais.

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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