19 de jul de 2015

Homem-Formiga , de Peyton Reed




Não é novidade para ninguém que sou um grande fã de filmes de super-heróis. O que realmente marcou minha vida foi o Homem-Aranha de 2002, ainda sob o comando de Sam Raimi. E, de lá para cá, o gênero evolui muito e a cada ano somos presenteados com mais e mais adaptações do gênero nas telonas, o que é muito gratificante para os amantes das HQs. Claro, gratificante quando bem feito, e nesse quesito a Marvel vem se consagrando com muita justiça, como essa nova adaptação da Casa das Ideias para a telona.

Para aqueles que são fanáticos por quadrinhos e, especialmente, pelos heróis criados por Stan Lee, foi fantástico quando rolou a notícia de uma adaptação de Homem-Formiga, um dos mais icônicos heróis do universo Marvel e uma figura importantíssima dentro dos Vingadores. Porém, surgiu uma grande dúvida: será que os Studios Marvel conseguiriam trazer à vida esse icônico personagem? 

Para quem duvidou da Marvel, apenas digo que eles conseguiram mais uma vez. O filme não é só um bom filme de herói, como é uma das melhores produções da Casa de Ideias dos últimos tempos. E o grande trunfo do filme é não se levar a sério, o que é importante para introduzir o seu conceito no telespectador.


Bem, o filme começa com uma revelação sobre o passado recente da S.H.I.E.L.D., com um flashback mostrando a negativa do cientista Hank Pym (Michael Douglas) em participar do projeto em andamento pelas mãos de Howard Stark (John Slattery), o pai do Homem de Ferro e da Agente Carter (Hayley Atwell), que atuou na Segunda Guerra Mundial ao lado do Capitão América. 

Pym decide se afastar do grupo e se retirar, assim como esconder o que havia descoberto: as “partículas Pym”, uma tecnologia capaz de encolher e aumentar objetos e até mesmos seres vivos. Já nos tempos atuais, vemos o ex-presidiário Scott Lang tentando voltar à vida normal após sair da prisão. Lang precisa pagar a pensão para a ex-mulher e cuidar de sua amada filha, mas custa a conseguir um emprego. 

Quando Lang decide roubar uma casa, descobre que a roupa que levou de um velho cientista é, na verdade, uma poderosa armadura, capaz de fazê-lo encolher e se comunicar com formigas. Pym então convence Lang a ajudá-lo a combater Darren Cross (Corey Stoll), que pretende reproduzir e vender as “partículas Pym” como suporte bélico. 

Embora tenha saído no meio do projeto, é evidente o toque de Edgar Wright no roteiro do filme, já que seu humor característico é nítido. E conforme o longa faz uso de alguns flashbacks para construir o herói, podemos perceber que foi um acerto a Marvel envelhecer Pym e utilizar Scott como o atual herói (e os fãs de carteirinha sabem que o primeiro a trajar o uniforme de Homem Formiga foi Hank Pym).


E isso faz com que o Scott seja “treinado” para se tornar um super-herói, tendo seu antecessor como mentor. Outro ponto importante do filme são os valores familiares transmitidos, isto é, a base do filme não fica presa à ficção cientifica e heroísmo; o contraponto disso é justamente as relações familiares de Scott e Pym com suas respectivas famílias. 

Dessa forma, Homem-Formiga é um filme para toda a família que gosta de uma boa diversão e para os fãs de carteirinhas se extasiarem com referências e interligação com algo maior dentro do universo cinematográfico construído pela Marvel. Uma dica: fique até o final, pois existem duas cenas extras, uma mid credits e outra bem ao final de todos os créditos. 

No chamado "ano dos blockbusters", em que muitos reclamaram de superproduções que ofereceram mais do mesmo, Homem-Formiga chega para soprar certo ar de originalidade, ao mesmo tempo utilizando uma narrativa mais calma e tranquila, longe da pirotecnia adormecedora vigente.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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