29 de jul de 2015

Sniper Americano, de Clint Eastwood





Olá, senhoras e senhores! Sou Bruno Paiva e essa é a minha primeira aparição no PdB. E chego compartilhando com todos a minha opinião sobre um filme espetacular, que por muito pouco não me fez derrubar um pouco se suor masculino dos meus olhos – não eram lágrimas, eu juro. 

American Sniper (Sniper Americano, no Brasil) é um filme baseado no livro biográfico de mesmo nome lançado em 2012 pela editora HarperCollins. Vale lembrar que assim como na maioria dos casos, a produção fica devendo muito à história apresentada no livro, pois há detalhes que demorariam muito para ser contados, ou mudariam o foco da narrativa. 

Em todo caso, a história chamou a atenção de nada menos do que Steven Spielberg, diretor que só não prosseguiu com o longa devido ao orçamento disponibilizado pela Warner Bros. Porém, as ideias foram aproveitadas e o filme foi dirigido por Clint Eastwood – fala sério, este roteiro possui um festival de talentos. Não posso deixar de mencionar a indicação para 6 categorias do Oscar 2015, e o prêmio recebido por Melhor Edição de Som que, confesso, é um dos pontos mais fortes do filme, responsável por te transportar para um ambiente de guerra. 

Tá, agora chega de blábláblá e vamos ao que interessa: o filme! 

Chris Kyle é um típico cidadão texano, criado em uma família religiosa e com um pai muito rígido, fato que instigou o instinto de proteção aos mais fracos, preservando a ética e o respeito em relação aos demais. Tais características, e uma forte relação familiar, tornaram Kyle um ‘briguento gente boa’. Após se ver ‘perdido’ na vida, o protagonista encontra nas forças armadas americanas um modo de ser útil à sua nação, protegendo as pessoas da ‘terra dos livre’ que sofriam com o começo do ‘Terror’, denominação para os atentados provenientes de grupos terroristas que assolaram os Estados Unidos. 

Entretanto, para Kyle, ser um simples soldado não era o suficiente. Ele foi criado de uma forma dura e possuía um ego do tamanho da Estátua da Liberdade, portanto, estar entre os melhores era uma obrigação. Foi então que em uma junta militar, lhe foi apresentado os SEALs, força de elite da marinha americana que opera ações no céu, terra e mar. Após sobreviver aos duros treinamentos, que testam os limites físicos e psicológicos, Chris se formou como SEAL, ao mesmo tempo que conhece e se apaixona por Taya, fato mais importante para o início do questionamento lógico do filme. Em meio ao relacionamento com a garota e duros golpes dos métodos militares, Kyle é bombardeado com a notícia dos ataques realizados em 11 de setembro, fato que corroborou seu dever à pátria, servindo como gota d’água e início de sua preparação intensa para participar das guerras que viriam a seguir. 

O ápice da vida do ‘American Sniper’ se deu em sua primeira participação como Atirador de Elite, no Iraque, onde uma criança e sua mãe se aproximavam do pelotão de reconhecimento com um objeto suspeito nas mãos. Ao identificar uma granada, Kyle se viu entre um abismo moral, afinal, matar uma criança para salvar seus companheiros é um ato nobre ou cruel? E este é exatamente o ponto forte do filme. 


Denominado como o Sniper mais letal da história dos Estados Unidos, Chris somava mais números à suas estatísticas a cada vez que se colocava em posto. Buscando justificativa para seus atos, ele passou a se convencer de que ao atirar em um iraquiano, ele salvaria a vida de centenas de americanos. 

De fato, a guerra muda as pessoas. É impossível apreciar a brisa do vento no bosque ou até mesmo um simples churrasco com a família sem se lembrar do que já foi vivido. Ou pior, saber que sua vida está seguindo normalmente enquanto centenas de militares dão suas vidas em outros países para preservar a liberdade. (Espaço para observação, as opiniões expostas no filme não representam o que eu penso sobre o assunto.)

A medida em que Chris vivencia a guerra, seu conceito de proteção à família vai se modificando, por exemplo, ao decidir participar das campanhas no Iraque mesmo com o nascimento de seus filhos. Suas escolhas também influenciam na relação com e esposa, que se encontra em uma situação complicada ao cuidar das crianças e sofrer com o medo de perder seu marido. 

Como todo filme norte-americano, American Sniper não poderia fugir dos valores patriotas, que pintam Chris Kyle como um verdadeiro herói da nação. Não que ele não seja, mas com a realização de algumas operações questionadas pelos próprios soldados, é impossível não refletir sobre as lutas que eles são ‘obrigados’ a travar. 

Entretanto, o pensamento de Kyle desperta um sentimento muito bom em relação aos conceitos ensinados por seu pai. 
“Os soldados não escolhem as lutas que participam, eles só dão seu máximo para proteger os interesses de sua nação, ainda que não sejam corretos. Afinal, os responsáveis por essas decisões são escolhidos pelo povo.” 
Um dos pontos interessantes desta produção é a ‘competição’ de Chris com um famoso atleta olímpico da Síria, à serviço dos rebeldes. Além de possuir habilidades excepcionais como atirador de elite, Mustafa declara requintes de crueldade ao vender vídeos de soldados americanos abatidos com seus tiros. 

Com uma trama muito envolvente, American Sniper prendeu minha atenção do início ao fim, seja pelos momentos de ação, seja pelos momentos traumáticos que a guerra proporciona não só aos soldados, como também aos seus familiares. 

Já que esta coluna é uma opinião pessoal sobre o filme, não darei muitos spoilers sobre o enredo, mas, confesso que a história me emocionou. 

Por fim: com um ótimo diretor, uma boa história e um elenco sensacional, posso dizer que American Sniper é um dos meus filmes de guerra favoritos, tanto que o assisti pela primeira vez em fevereiro, quando estava no Canadá, e mais 4 vezes desde que voltei. 

Nota 9 na M.E.F [Minha Escala de Filmes] 

Aah, o filme está disponível em diversas ferramentas de filmes sobre demanda, não perca!

Como essa é a minha primeira contribuição para o PdB, adoraria ouvir a opinião de vocês, então, curtam, comentem e compartilhem! 

Abraços e até a próxima!

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Leandro Faria  
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2 comentários:

Marina Alves disse...

Bruno, depois de ler seu texto fiquei morrendo de vontade de assistir o filme! Me transmitiu emoção! Já vou assistir nesse fds mesmo! Parabéns pelo texto! Bj

Caro Morrison disse...

Para mim sim, eu gostei deste filme , a minha atenção foi desde o início e, embora não o filme do ano eu acho que tem coisas boas. Quando eu vi Sniper americano esperava ver patriotismo no seu melhor , mas eu percebi que não era tão exagerado e que Cooper fez um bom trabalho

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