20 de ago de 2015

O Parque dos Dinossauros, de Michael Crichton





Eu, como fã de cultura pop em geral, me divirto muito em acompanhar uma mesma história em mídias diferentes. Assim, é comum que eu leia um livro e queira assistir ao filme originado a partir dele. Ou, em alguns casos, fazer o caminho inverso e, depois de assistir a um filme me interessar em saber mais da obra que o originou. Foi assim que, depois de assistir ao novo Jurassic World, resolvi encarar o livro que originou o primeiro filme, aquele dirigido por Steven Spielberg, em 1993.

O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, no original) foi publicado em 1990 nos EUA. E um fato interessante sobre o livro é que os direitos para a adaptação cinematográfica dele foram comprados antes mesmo dele chegar ao grande público. Seu autor, Michael Crichton, também roteirista do longa e de séries de televisão famosas (como E.R - Plantão Médico, por exemplo), sabendo do interesse de Spielberg em levar a história para o cinema, topou trabalhar com o diretor e o resultado todos nós já conhecemos: um filme campeão de bilheteria que já teve, até o momento, três continuações de sucesso.

A trama do livro é bastante parecida com o filme mas, como é comum em obras para mídias distintas, possui suas diferenças. Características de personagens e até mesmo algumas histórias tomam caminhos interessantes no livro, diferente do que acompanhamos no longa de Spielberg. O que é ótimo, já que apesar de você achar que conhece a história, acaba sendo surpreendido por muita coisa legal e inesperada.

O básico da trama: depois de alguns contratempos em seu empreendimento na ilha Nublar, o chamado Parque dos Dinossauros, o empresário John Hammond precisa da ajuda dos especialistas Alan Grant, Ellie Sattler e Ian Malcolm para validar que seu parque temático (com dinossauros vivos, clonados a partir de sangue resgatado em mosquitos pré-históricos preservados em âmbar) é seguro. Mas por culpa de uma tempestade e de alguns contratempos envolvendo o roubo de material biológico, os animais tornam-se uma ameaça para o grupo de visitantes, que inclui os netos de Hammond, as crianças Tim e Lex Murphy.

Para quem assistiu aos filmes será mais fácil visualizar os animais, já que ter uma imagem montada na mente ajuda bastante. Eu, por exemplo, sei como eram os tiranossauros, velociraptors e demais dinossauros descritos no livro e, por isso, conseguia criar imagens bem reais deles em minha cabeça. Ponto para Spielberg!

Com um final bem diferente do que acompanhamos no filme (e algumas partes que estão no livro, mas que só surgem na versão cinematográfica nas continuações dos filmes), O Parque dos Dinossauros diverte bastante, muito por conta da narrativa envolvente de Michael Crichton. O mundo que ele criou é maravilhoso e nos sentimos nele junto com seus personagens, apaixonados e ao mesmo tempo amedrontados pelos dinossauros recriados em laboratório.

Para qualquer fã de uma boa trama, de dinossauros ou simplesmente de um bom livro, O Parque dos Dinossauros é imperdível. É leitura de primeira qualidade.

Autor: Michael Crichton
Páginas: 488
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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