28 de set de 2015

Faltou Anitta no Rock in Rio





Não. Esse título não foi nada irônico, querido leitor. Acredito que faltou sim um espaço para o nosso funk pop, ou pop funk, como alguns preferem chamar, no festival. Porque nem tudo o que produzimos musicalmente nos últimos anos estava presente naquele palco. Para além da verdade, nada na música atual brasileira esteve presente no Rock in Rio 2015. Talvez no palco Sunset, com toda sua liberdade e pluralidade, as coisas tenham sido realmente diferentes. E isso não é novidade. Já no ultimo RIR, em 2013, esse mesmo espaço abrigou momentos icônicos na música nacional e internacional. Tendo uma bela homenagem aos novos baianos, encabeçado com Roberta Sá nos vocais, passando por Kimbra e o Olodum homenageando Michael Jackson. Sim, talvez você não saiba sobre o que estou falando, afinal, com trocentas e uma mil coisas para se fazer na Cidade do Rock, conhecer algum cantor novo, em um palco que não tem a melhor localização, nem rola. Uma pena pra você que pensa assim. 

O Rock in Rio vai muito além do palco principal. E, sejamos sinceros por um segundo? Só algumas atrações salvaram o festival de 2015, em dias alternados e para públicos diferentes em cada uma delas. Uma das coisas que mais me deixaram chateado foi olhar o line up e parecer que nosso pop ainda dorme. Como se nossa música chiclete não fosse merecedora de estar ali, no mais stage, divando para todo o mundo. É como se Anitta ou Ludmila não existissem e você, querido leitor, não soubesse uma, duas ou três músicas do repertório das duas. Sim, elas existem, sim, você conhece suas músicas (gostando do gênero musical ou não) e sim, elas mereciam estar no Rock in Rio.


É preciso, mais do que nuca, a gente parar com a síndrome de vira lata. Se podemos consumir um tipo de música que muitos julgam inferior e não ligamos nada pra isso, o que faz das nossas artistas menos merecedoras de estarem ali? Seja no palco Sunset, seja no palco Mundo

Que Anitta, Valesca, Ludmila e até Lexa, que vem vindo ai, ganhem uma chance de mostrar que nós sabemos fazer show, também produzimos hits e, acima de tudo, não deixamos nada a dever ao que é produzido pelos "gringos". E se você acha que tudo isso é um absurdo e que o evento não pode liberar espaço para esses artistas em seu sagrado palco pisado por icônicos músicos brasileiros, eu te digo uma coisa: Lulu Santos (o maior símbolo de música de qualidade e dono de inigualáveis hits) levou Mr. Catra para fazer uma participação especial em seu espaço. Se isso não é assumir toda a representatividade que o Funk possui, não sei o que mais seria.

Assim, fica o apelo, a dica e a bronca: queremos música brasileira pop comercial na próxima edição do festival!

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance. Além disso, é o dono das colunas de quinta-feira no Barba Feita.
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4 comentários:

Frederico Fernandes disse...

Concordo plenamente , também acho que faltou Sepultura, ratos de porão , e cólera no festival de Barretos , faltou orquestra sinfônica brasileira no baile da Furacão , e Calypso e Netinho na oktoberfest ...

Leandro Faria disse...

É, pelo visto tem alguém que não sabe ler, mas que precisa comentar para mostrar que tem problemas de interpretação.

Ts ts ts

Giuseppe Pisconti disse...

So acho que deveria ser mudado o nome do festival, que rock ao se encaixa mais no evento a muito tempo

doni debby disse...

Só faltou zeca pagodinho, thiaguinho, alcione, escola de samba da mangueira, os sertanojos em geral, sem falar de outras merdas. Ah faça-me o favor.

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