10 de set de 2015

Pop Séries: Dexter





Me deparei com Dexter somente no ano de 2008, em sua terceira temporada. Na ocasião eu era viciado na série The Mentalist, entretanto, a mesma havia chegado ao fim de sua temporada. Logo, precisava de um seriado para ocupar o tempo que me havia sobrado. Depois de muito pesquisar, optei por escolher Dexter, afinal, uma série que já estava em sua terceira temporada devia valer a pena e, acredite, valeu muito. 

Dexter estreou na TV norte-americana no ano de 2006 e causou boa impressão na crítica, com uma trama envolvente e roteiro redondinho. A série é baseada no livro homônimo do escritor Jeff Lindsay, e nos apresenta o personagem principal Dexter Morgan, que durante o dia é um simples e pacato perito em sangue do departamento de polícia de Miami, porém, ao anoitecer tem uma outra atividade um pouco mais sombria, sendo um serial killer.

Ao vermos desse modo, parece que Dexter é um criminoso sem escrúpulos mas, conforme a trama se desenvolve, é possível ver as motivações e o que o levou a ter aquela vida. Vale ressaltar que ele não mata qualquer pessoa, na verdade ele tem um código que lhe foi ensinado por seu pai adotivo Harry, um ex-policial já falecido. O que esse código prega é que ele só assassine outros criminosos que a justiça não conseguiu capturar.

Dexter foi ensinado por seu pai adotivo a como se comportar na sociedade, uma vez que ele é um psicopata e não tem sentimentos por ninguém, entretanto, ao passo que a série avança, observamos outras vertentes no comportamento de Dexter, como o real sentimento por sua namorada e os filhos dela, o sentimento de amizade com sua irmã adotiva e até com seu colega de trabalho, o detetive Angel.

Talvez o grande charme do seriado seja justamente essa mudança de postura do personagem principal durante as oito temporadas em que permaneceu no ar. Os diálogos de Dexter consigo mesmo em narração off representaram bem seus conflitos internos e suas mudanças comportamentais, e seu desejo em busca de uma vida simples, apesar da sua sede de sangue.

Uma coisa que me impressionou desde o primeiro episódio foi a qualidade da série num contexto geral. Os aspectos visuais são bons, a qualidade narrativa e o desenvolvimento dos personagens são feitos com competência. Óbvio que numa série duradoura alguns erros são cometidos e realmente tivemos algumas temporadas não tão instigantes como as duas primeiras, mesmo assim, a qualidade da trama foi capaz de manter o seriado até o seu oitavo e derradeiro ano.

Como recentemente escrevi numa matéria aqui no PdB sobre os piores finais de séries, o final de Dexter, e digo isso com pesar, foi a única coisa que realmente me decepcionou ao longo de todas as temporadas que acompanhei. Entretanto, fora isso, afirmo que foi e até hoje ainda é a série que mais gostei e sempre estará no hall de minhas séries prediletas.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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