22 de set de 2015

Virando a Página, de Marc Lawrence




Hugh Grant é especialista em comédias românticas. O ator estrelou clássicos como Quatro Casamentos e Um Funeral, Um Lugar Chamado Nothing Hill e Letra & Música, entre outros. E, em todos, Hugh parece interpretar a si mesmo, em uma persona que se confunde com os próprios personagens, sempre bobões e que, invariavelmente, se vêem apaixonados. Em Virando a Página, o ator tenta mudar um pouco isso, mas, adianto, não consegue.

Dirigido por Marc Lawrence, Virando a Página (The Rewrite, no original) é a quarta parceria do diretor com Hugh Grant (eles já trabalharam juntos em Amor à Segunda Vista, de 2002, Letra & Música, de 2007, e Cadê os Morgan?, de 2010) e parece feito para trazer o ator de volta aos holofotes, já que aos 54 anos, Hugh parece um pouco afastado do cinema.

Aqui, Hugh Grant é Keith Michaels, um roteirista que conquistou grande sucesso com um único filme, que lhe rendeu até um Oscar, mas que depois disso caiu no ostracismo, escrevendo apenas roteiros medíocres. Amargo e machista (além de totalmente endividado), o roteirista acaba aceitando um trabalho como professor de roteiro para universitários em uma cidadezinha bem longe dos acontecimentos de Los Angeles. É na universidade que ele conhece Holly Carpenter (Marisa Tomei), uma mãe solteira que se dedica aos estudos na maturidade, e Karen (Bella Heathcote), uma jovem adolescente que se encanta com a possibilidade de se envolver com um professor de "sucesso".





Apesar dos clichês, Virando a Página é, antes de tudo, um filme sobre superação. Afinal, depois de conhecer o sucesso, Keith se viu no fundo do poço e, para ele, reencontrar a sua voz e inspiração é como ressurgir das cinzas. Claro que faz isso devido à sua mudança como professor da universidade e às duas mulheres com quem se envolve lá.

Com uma direção correta, mas nada inovadora, o diretor Marc Lawrence não inventa a roda nem produz um filme inesquecível. Entretanto, Virando a Página é uma diversão descompromissada e que cumpre seu papel ao nos entreter em suas quase duas horas de filme (e eu assisti ao filme casualmente, durante um vôo em que ele estava disponível entre as opções oferecidas pela companhia aérea).

Assim, se você gosta de ver Hugh Grant sendo Hugh Grant em um filme meio comédia romântica, meio autoajuda pró-superação, não se acanhe, pois Virando a Página vai entreter e, até mesmo, agradar. Aos demais, encare sabendo: é diversão escapista, mas diversão.

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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