11 de out de 2015

BANG: O Tiro Certo de Anitta




Não se fala em outra coisa a não ser no novo clipe e álbum de Anitta, BANG. Na madrugada que antecedeu ao tão aguardado lançamento do clipe de BANG, o álbum também vazou na internet, e o Twitter ficou on fire com o setlist e não se falou em outra coisa por horas. Ao menos até o clipe ser divulgado e o assunto voltar aos TTS do mundo. 

E depois de uma primeira ouvida e uma pré-opinião formada sobre o novo álbum da cantora, tomei a liberdade de analisar faixa a faixa do novo trabalho para escrever para vocês. O que já posso adiantar é que diferente dos projetos de estúdio anteriores, BANG teve um acabamento mais cirúrgico. Cada faixa apresenta sua identidade, sem se confundir com as músicas ouvidas anteriormente. E isso é um saldo bem positivo. 

Então vem conferir o que achei das 15 faixas do novo trabalho de Anitta. 

BANG – Além de ser o nome do álbum, a primeira faixa tem uma missão: prender todo mundo ao novo universo criado pela cantora. BANG é diferente do que Anitta mostrou nos trabalhos anteriores. Até bem diferente de Deixa Ele Sofrer, primeiro single promovido desse novo álbum. A faixa tem uma pegada mais puxada pelo pop e a presença de uma batida bem forte e marcante, além, é claro, da letra chiclete, que faz com que você fique cantarolando horas depois de ter ouvido pela primeira vez. Esse é, inclusive, o maior artificio do novo álbum, uma sonoridade própria em cada faixa, começando pela primeira. 


Deixa Ele Sofrer – Foi estranho ouvir depois de BANG. Já conhecemos a música tem uns bons meses e ela trouxe algo “um pouco” diferente do que foi apresentado por Anitta e Ritmo Perfeito, os dois álbuns anteriores de estúdio. Mas agora, após ouvir a primeira faixa, dá para concluir que a música é a ponte ao que foi apresentado até então nos trabalhos anteriores e também traz os elementos que compõem o novo CD. A música foi nada mais que um pré-divisor de sonoridade para o que o álbum veio oferecer. Posso dizer que foi a única aposta “safe” do álbum. Ou seja, seria sucesso em qualquer momento que fosse utilizada. 


Cravo e Canela (feat. Vitin) – Romace, quem não gosta? Cravo e Canela é aquele love hit separado para os fãs que gostam de sonhar com o amor da vida, enquanto escutam Anitta. A batida da música, aliada a voz de Vitin, fazem da faixa uma música bacana e muito gostosinha.

Parei – É a primeira faixa do novo álbum que volta à combinação dos elementos funk e pop que tanto conhecemos na voz de Anitta. Aliado ao eletrônico, que se juntou ao álbum e se faz presente aqui e ali. A letra é basicamente um combinando de momentos que todo mundo já viveu ao frequentar muita night/ balada. Diz que para, mas acaba voltando no dia seguinte. 

Essa Mina é Louca (feat. Jhama) – Sabe aquilo que comentei com Cravo e Canela? Então, Anitta veio com mais uma faixa meio romântica, mas só meio, porque como um todo Essa Mina é Louca é mais dançante. E podemos dizer que é um flerte da cantora com um gênero que até então ela não se arriscou, que é o samba. Não estou dizendo que a faixa é um samba ou pagode, mas é algo que bebe um pouco na referência e abre portas para algo do gênero em um futuro próximo. Como música, Essa Mina é Louca, é bem divertida, além de ser mais uma das faixas que classifico como “bem gostosinha de ouvir”. 

Atenção – Assim como Parei, essa faixa apresenta de cara uma batida forte e compasso marcante. É ouvir e já sair dançando no mesmo segundo. 

Gosto Assim (feat. Dubeat) – Minha aposta de próxima música de trabalho e massive hit. Com cara de faixa internacional, Gosto Assim tem o potencial de continuar o que BANG iniciou. O instrumental da música é pop até dizer chega. A participação de Dubeat ajuda na cara americana da faixa. E já fico me perguntando como será o clipe dessa música. 

Show Completo – Na primeira ouvida, essa foi a música que me pegou. Não foi BANG e nem Gosto Assim. Show Completo grudou de cara e me fez ouvir seguidamente umas cinco vezes. A letra tem aquela pegada Anitta, que faz com que a gente compartilhe no Facebook ou Twitter como uma direta indireta. A batida dançante é o ponto forte da música, aliada ao eletrônico presente aqui e ali que faz com que seu corpo queira sair dançando por aí. 

Volta Amor – Nome de música bem fofa. O instrumental não fica muito atrás. Parece aquelas músicas que ouvimos em vídeos de culinária no Youtube. Som pra cima, solar, feliz. A letra é bacanuda e gostosinha de ouvir e cantarolar. Volta Amor é acima de tudo feliz. Uma faixa bem colorida e impossível de não se bater palmas enquanto escuta. 

Sim (feat. Cone Crew) – Aquela faixa que você ouve e viaja pensando em alguém. O instrumental da música ajuda e muito nessa missão. Sim é uma faixa gostosinha e muito boa de ouvir a dois. Afinal, como a própria letra diz: “Hoje vai ter”

Pode Chegar (feat. Nego do Borel) – Quem acompanha os Snaps da cantora já sabe que ela e Nego do Borel fazem muitos shows juntos e essa união resultar em uma faixa no novo trabalho de Anitta era algo meio que esperado. Mas Pode Chegar consegue ser pop eletrônico com funk pop. É a união dos dois estilos dos cantores e funciona muito bem. A música é do tipo que vai tocar em festa e todos vão se jogar com os braços pra cima. 

Eu Sou do Tipo – Uma faixa que parece ser biográfica. Em todo álbum Anitta canta algo provocador como se fosse/sendo uma autobiografia. O que é muito bacana. Afinal, quem escuta sua música quer se sentir próxima ao seu universo e escutar uma faixa como essa faz isso acontecer. Com uma batida mais pop e sem elementos do funk, Eu Sou do Tipo é uma faixa OK. Não faz pirar de dançar, mas não é ruim. 

Deixa a Onda Te Levar – Como uma “viagem sem limites”, a batida da música vai envolvendo. É uma faixa que me lembrou muito a música latina. Já imagino sua versão em espanhol e tocando pelas pistas mundo a fora. 

Me Leva a Sério – Gostaria que a música fosse mais um recado sobre quem duvida do potencial de Anitta do que ela realmente é. Me Leva a Sério é uma música sobre um cara que acaba não levando a menina a sério. Uma faixa com uma letra bacana, mas que se soma a outras tantas já cantadas por Anitta. Na verdade, o melhor da música é seu instrumental. A voz da cantora quase sem nenhum pano de fundo domina a faixa e, aos poucos, os outros elementos vão sendo incorporados, o que torna a música muito gostosa de ouvir. 

Deixa Ele Sofrer (Acústico) – Que melhor maneira terminar o álbum com algo acústico como essa música? Anitta voz e violão é bom e envia alguns recados. O primeiro é que Deixa Ele Sofrer nasceu hit e não importa o seu formato, se com batida marcante ou só violão, a música funciona. E o outro recado é que Anitta canta. Sim, ela tem voz e, tanto no dance pop ou no acústico, funciona. E se esse terceiro CD não fosse uma prova disso, essa faixa só mostra que ela veio pra ficar, amores. 
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No fim, BANG acaba sendo a confirmação que Anitta não veio ser dona de um único sucesso, mas de vário seguidos. O novo trabalho abre portas bem positivas para o estilo que a cantora vem abraçando.   

E se existe alguma dúvida, BANG é uma surpresa agradável aos fãs de Anitta e aos que estão se permitindo ouvir a cantora e deixando todo o preconceito de lado. Anitta é boa e você pode comprovar isso com esse álbum. DIVIRTA-SE!

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance. Além disso, é o dono das colunas de quinta-feira no Barba Feita.
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