4 de out de 2015

Primeiras Impressões: Blindspot





Chegou a época da Fall Season, onde as grandes emissoras norte-americanas levam ao público o lançamento de suas séries. E, uma dessas, é uma grande aposta da NBC, Blindspot, que, devo dizer, já me deixou satisfeito desde o piloto, que mostra que a série tem tudo para perdurar na grade da emissora. 

Analisando esse episódio inicial, um dos pontos que gostei foi a dosagem de mistério e suspense com o ritmo acelerado do piloto, que foi um baita ponto positivo, pois a maioria das séries peca justamente por enrolar demais no suspense. Mas, em Blindspot isso não fica tão maçante, sabemos quem está por trás do mistério, embora não saibamos nada a respeito das motivações e nem do personagem em si. 

A série começa com um policial andando normalmente pela Time Square, quando percebe uma bolsa de viagem largada na calçada e, ao checar a bolsa, encontra um bilhete dizendo para chamar o FBI. Quando o esquadrão antibombas vai abrir a bolsa, descobre uma mulher totalmente nua e com o corpo cheio de tatuagens que sai de dentro dela e o detalhe é que a mesma não sabe quem é ou o que está fazendo ali. 

Uma das tatuagens é o nome do agente do FBI Kurt Weller (Sullivan Stapleton), que é chamado às pressas para assumir o caso, depois de realizarem diversos exames na desconhecida, que logo passam a chamar de Jane Doe (a derivação feminina de John Doe – João Ninguém -, termo utilizado para denominar uma pessoa com identidade desconhecida nos Estados Unidos). Em um dos exames é apontado que Jane foi submetida a uma dose muita alta de uma droga que fez com que ela perdesse totalmente a memória, de modo que ela não se lembra de nada antes de sair da bolsa. 


Vale ressaltar a interpretação de Jamie Alexander (a Lady Sif dos filmes da Marvel); nós realmente ficamos com pena da moça, que não consegue se lembrar de nada. O jogo de câmeras nos faz entender como ela se sente perdida, desnorteada em meio à essa situação. E mesmo quando a série é conduzida para a ação desenfreada, a atriz permanece muito bem em seu desenvolvimento da personagem.

Voltando ao episódio piloto, as tatuagens de Jane são um quebra-cabeça que leva a casos de atentados em solo americano e, para impedí-los, a equipe do FBI tem que correr contra o tempo para desvendar a mensagem em cada tatuagem. A primeira delas acaba levando o grupo a impedir uma explosão em um dos maiores ícones americanos, a Estátua da Liberdade. É nesse ritmo de velocidade frenética que algumas lembranças de Jane vão aparecendo, tais como um misterioso homem que aparentemente é seu mentor e lhe treina no tiro ao alvo e, no meio da investigação do atentado, descobrimos habilidades que Jane possui, como falar mandarim e ser expert em luta corpo a corpo. Além disso, há uma tatuagem que sugere que a moça possa ser da marinha. 

O que pecou nesse excelente piloto foi o personagem de Weller, que não é carismático e nem contundente em seu papel de líder. Fora que foi dele a cena mais clichê desse primeiro episódio, no qual ele sozinho reduz uma explosão com C4 e sai de “boas”, sem nenhum ferimento grave, nem aturdido. 


No final do episódio tem a cena que me deixou mais intrigado de tudo, onde o tal mentor de Jane fala a ela que, ao injetar a tal droga, ela esqueceria de tudo e ela responde que essa é sua única opção, o que deixa a série mais interessante, se os roteiristas souberem elaborar bem o desenvolvimento dos personagens. 

A atração da NBC deve seguir aquela receitinha de bolo: um procedural com um caso por episódio, como bem já conhecemos, e como fundo da história, a busca da identificação do personagem de (Jaimie) Alexander. A torcida é que mesmo se utilizando de um modus operandi bastante conhecido, as histórias mantenham este ritmo alucinado do piloto, para não deixar a audiência com a sensação de “que já viu isto antes”.

Leia Também:
Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
FacebookTwitter


0 comentários:

Share