25 de nov de 2015

The Final Girls, de Todd Strauss-Schulson





Quem não adora um filme de terror, não é mesmo? Por mais surreais e bizarros que eles sejam, sempre prendem a atenção e nos fazem viajar com toda a baboseira de um serial killer mascarado matando jovens inocentes e idiotas. Entretanto, melhor que os filmes em si, são as histórias que se baseiam no gancho e geram obras mais originais, às vezes, como paródias, e outras vezes se transformando em filmes quase geniais, como Pânico, por exemplo, que usava de toda uma metalinguagem para "homenagear" o gênero e acabou renovando-o. 

The Final Girls (lançado no Brasil direto em plataformas virtuais e em DVD, com o ridículo nome de Terror nos Bastidores) é uma nova tentativa de homenagem ao gênero e, apesar de não gostar muito de paródias, essa diverte, arrancando boas gargalhadas e realmente bebendo da fonte slasher para contar sua história. 

A trama é surreal: Max é uma jovem que perde a mãe, uma atriz que ficou famosa por um papel em um filme de terror dos anos 80, em um acidente de carro. Três anos depois, precisando de ajuda para não reprovar e conseguir ir para a faculdade, Max aceita uma proposta de Duncan, o irmão nerd de sua amiga Gertie, e faz uma aparição em uma sessão homenagem do filme que consagrou sua mãe. Quando um incêndio toma conta do cinema, Max, Duncan, Gertie e mais dois amigos, Chris e Vicky, se vêem dentro do filme, como novos personagens da história bizarra.


Com um elenco encabeçado por Taissa Farmiga (conhecida por seus papeis em algumas temporadas de American Horror Story), Nina Dobrev (de The Vampire Diaries),  e Alexander Ludwing, o filme é realmente divertido. Como se trata de um filme dentro de um filme (esse um terror típico e bobo dos anos 80), o longa não se leva a sério e é muito bom acompanhar as bizarrices da história, com seus clichês característicos e trama sem noção. 

O diretor Todd Strauss-Schulson, sabendo do bom material que tinha em mãos, não inventa e se debruça, realmente se divertindo, evocando toda uma plástica de filme dos anos 80 para a produção. O figurino, as câmeras, a sonoplastia, tudo é muito bem utilizado aqui, dando todo um clima propício para The Final Girls ganhar os espectadores. O uso dos flashbacks para levar-nos ao passado do serial killer então é muito bem sacado e realizado.

Divertido e despretensioso, The Final Girls diverte ao ser um filme assumidamente trash, sem vergonha nenhuma de ser assim. Convenhamos, seria tão bom se outras histórias fossem também um pouco mais leves e divertidas como o filme: ganharíamos todos.

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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