10 de dez de 2015

#BaúPop: Se Meu Apartamento Falasse





Eu sou fã da obra de Billy Willder, um diretor experiente que fazia com que o seu elenco brilhasse em cena. Ele foi um dos maiores diretores de todos os tempos. Sua carreira incluía filmes como Farrapo Humano, Crepúsculo dos Deuses, Inferno nº 17, Sabrina, O Pecado Mora ao Lado, Testemunha de Acusação e, depois de dirigir Jack Lemmon em Quanto Mais Quente Melhor, ao lado do furor que era Marilyn Monroe, ele voltou suas atenções para esta comédia de costumes mais madura.

Em Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, original), de 1960, ele deixa de lado o frescor do filme anterior para se concentrar num tom mais maduro, tragicômico até.  Na história, vemos C.C. Baxter (Jack Lemmon), um bom sujeito que vive sozinho e não consegue cuidar bem do apartamento em que mora. Escorre o macarrão em uma raquete de tênis e não gosta de ver publicidade na TV, mas ele só quer mesmo é agradar seus chefes e, obviamente, crescer no trabalho. Por isso, ele acredita que ao emprestar seu apartamento para que eles possam levar suas amantes, ele acabará na posição que almeja.



Na verdade, o pobre homem não sabe dizer não a ninguém, principalmente aos seus superiores, e nem se importa com comentários maldosos dos vizinhos. Ele, no fundo, gosta dessa fama de bon vivant. Porém, Baxter não podia imaginar que se apaixonaria pela amante do principal chefe de sua empresa, a doce Fran (Shirley MacLaine). A partir daí a confusão está armada nesse divertido filme do começo dos anos 60, que venceu o tempo tornando-se atemporal. Qualquer um que assistir poderá imaginar que o tempo pode passar, mas determinadas situações do comportamento humano, jamais.

É aqui que entra o talento de Wilder em fazer com que o espectador se veja na historia e se identifique com o que ele exibe. Se Meu Apartamento Falasse também convenceu os membros da Academia ao vencer cinco dos oito Oscars que dispoutou, entre eles o de melhor filme. O ponto alto está no roteiro, com diálogos divertidos e, obviamente, em Jack Lemmon e Shirley MacLaine, ambos esbanjando vivacidade e em ótima forma. Mas é notório que a excelente direção do mestre Billy Wilder é a grande responsável pelo charme que o filme possui.

E como eu adoro cavar curiosidades dos filmes, há uma pequena participação de David White, ator que ficou famoso como o patrão do marido da Feiticeira na popular série, como um dos chefes de Baxter.

A dica está dada e agora é com você. Prepare a pipoca e divirta-se!

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Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema, para ele um lugar mágico e sagrado, de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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1 comentários:

william haddad disse...

quem não assistiu...ASSISTA

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