8 de fev de 2016

Ovelha - Memórias de Um Pastor Gay, de Gustavo Magnani





Religião é assunto polêmico. Dizem que é assunto que não se discute, inclusive (o que eu discordo e muito). Mas, falar de religião e sexualidade então, é vespeiro. E eu gostaria muito de sentar para tomar umas cervejas e conversar com o jovem autor (20 anos, gente!) Gustavo Magnani sobre as reações que seu livro de estreia causou. Porque, juro, Ovelha - Memórias de Um Pastor Gay deve ter incomodado muita gente. O que me diverte, diga-se de passagem.

Lançado pela Geração Editorial, o livro narra as memórias de um pastor que, em seu leito de morte, resolve contar para todos como foi a sua verdadeira vida. Criado na Igreja por uma mãe possessiva e dominadora, o personagem nunca vislumbrou outro mundo que não fosse servindo ao Senhor. Mas, quando cresceu, ele servia ao senhor, mas se deliciava com os pecados da carne. Com outros homens.

Provocante, Ovelhas - Memórias de Um Pastor Gay não se priva de linguajar chulo, narrativas de sexo detalhado e de deboche explícito à crença evangélica. Se você, como eu, conhecer um pouquinho da Bíblia e tiver qualquer formação religiosa, a diversão será ainda maior; mas o que não impede de qualquer pessoa de se identificar com a trama do pastor equivocado e sua vida errada e errante.

O livro é daqueles que você começa a ler e não consegue mais largar, sendo levado página a página por aquela vida que, acredito, possa ser de tantas pessoas por aí. Entretanto, apesar de uma trama fortíssima, o livro não é coeso em seu ritmo, apresentando momentos de quase perfeição, com outros arrastados e chatos, que você se pergunta se falta muito para acabar aquele capítulo em específico. Afinal, como eu disse, o autor possui apenas 20 anos e isso, em alguns momentos, fica evidente, o que não desmerece o livro como um todo.

Intenso e envolvente, Ovelha - Memórias de Um Pastor Gay certamente será impactante para você. Para o bem ou para o mal, é uma trama que você nunca conseguirá levar com indiferença. O que é um feito e tanto para um livro que se pretende polêmico e provocante.

Autor: Gustavo Magnani
Páginas: 232

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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1 comentários:

Unknown disse...

deve ser uma porcaria

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