1 de fev de 2016

SAG Awards 2016: Considerações





Anualmente, o sindicato dos atores de cinema e TV dos EUA organiza seu badalado prêmio chamado de Actor. A cerimônia tem grande importância, porque dificilmente um ator ou atriz que vença este prêmio também não vença o Oscar  — que vem a ser o prêmio mais importante e badalado da indústria   já que são eles a grande maioria dos membros da Academia. Luxo, não é?

A primeira vez que vi esse prêmio ser entregue foi no ano de Titanic, 1998. Kim Bassinger empatou com Gloria Stuart na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, na época me deu a impressão que o prêmio para a velha dama do cinema norte-americano era uma espécia de consolação. Coisa que eles adoram fazer, diga-se de passagem, entretanto, ontem não foi o que aconteceu.

Muito pelo contrário, todos os atores que ganharam, tanto nas categorias de cinema quanto de TV, mereceram. A lista de indicados era soberba, impossível dizer quem merecia menos ou mais. Confesso que meus preferidos foram os reais contemplados, então torci muito por Leonardo DiCaprio (O Retorno), Brie Larson (O Quarto de Jack) e Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa). Leonardo DiCaprio, por sinal, era quem possuía a maior torcida, pois durante anos ele mostrou ser um grande ator e era sempre injustiçado ou não indicado (Titanic, Prenda-me se for Capaz, Foi Apenas um Sonho, J. Edgar, Django Livre são alguns exemplos da falta de critério da Academia). Mas dessa vez ele não apenas tinha a torcida do público e da crítica, como também dos seus colegas. O jovem que cresceu nessa indústria tornou-se um homem engajado e que sabe escolher muito bem seus papéis.


Brie Larson e Alicia Vikander terão chances de se tornarem estrelas agora. Assim como Leonardo, dificilmente elas perdem o Oscar. Mas, como eu dizia anteriormente, a sensação de que eles mais uma vez estavam dando prêmios de consolação não aconteceu e, se pareceu isso para alguns ao verem vencer os sempre irrepreensíveis Uzo Aduba (Orange is The New Black), Idris Elba (The Beasts of No Nation e Luther), Viola Davis (How to Get Away With Murder) e Queen Latifah (Bessie), eu só lamento.Todos estes mereceram o prêmio e, num ano que a Academia pareceu racista em não indicar mais uma vez nenhum negro, o sindicato dos atores diz em alto e bom som: "nós não apenas indicamos, como também premiamos, chupa essa!" E se a sociedade moralista acha que eles só venceram porque ficaram de mimimi, não é nada disso. Eles venceram porque são bons, tão bons como qualquer outro ator branco, porque talento não vê cor ou orientação sexual. #ficadica

Entre os vencedores da TV, Downton Abbey teve o melhor elenco em drama e Orange is The New Black em comédia. Carol Burnett foi a homenageada da noite e se você deseja conhecer os demais vencedores, acessa aqui ó e confira tudo!

Leia Também:
Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema, para ele um lugar mágico e sagrado, de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
FacebookTwitter


1 comentários:

Gabriela Corso disse...

O SAG Awards é uma das premiações que mais vem crescendo e ganhando credibilidade, na minha opinião, o fato de darem o prêmio principal para Spotlight mostra que estão preocupados essencialmente com a atuação e não com mimimi (rs), adorei o post! Depois, se der acessem meu blog cinemandoadois.

Share