11 de mar de 2016

#PopSéries: Love





Tenho que admitir que sou daqueles que gostam de histórias românticas. Não tenho vergonha de assumir que gosto de filmes de comédias românticas e, recentemente, fui conferir a nova produção original da Netflix, Love, e claramente fiquei viciado. 

Quem nunca se apaixonou que atire a primeira pedra. Talvez algum de vocês jogaria uma pedra se tivessem uma nesse momento, mas provavelmente estaria mentindo. Se apaixonar faz parte da vida. Love, como o nome já diz, é uma série sobre amor e como ele pode ser estranho e difícil, mas ao mesmo tempo divertido e lindo. 

A Netflix, em parceria com o famoso diretor de comédias Judd Apatow, trazem essa série que, com sua primeira temporada de dez episódios, nos apresenta uma história divertidíssima sobre um casal que tem suas diferenças, mas que de certa forma se completam. 

Love conta a história de dois desajustados com o amor, Mickey (Gillian Jacobs) e Gus (Paul Rust), que ocasionalmente se conhecem, se curtem e deixam rolar. Não necessariamente eles se pegam e rola toda aquela embromação sobre os acasos do amor, mas sim uma jornada para o autoconhecimento e aceitação. Pelo menos é o que pareceu. 

A proposta de Love é falar de amor em suas múltiplas formas, tanto que não apenas nossos protagonistas passam inúmeras cenas dialogando sobre o que é e o que não é amor com terceiros, mas também as cenas claramente querem dizer isso ou ilustrar o amor de alguma forma, afinal estamos aprendendo com os erros de Mickey e Gus desde o primeiro episódio.


A série tem uma premissa básica de estereótipos, sendo Gus o nerd bonzinho que se apaixona pela aloucada e bem resolvida Mickey. Sim, é bem clichê e funciona bem aqui, isso porque Love opta por não seguir um padrão preestabelecido e já manjado nesse tipo de situação. Apesar de Gus ser o nerd típico, ele tem um bom grupo de amigos, consegue se relacionar bem com as mulheres e, a bem da verdade, é inseguro quanto ao que quer, mas foge do padrão. 

Já a nossa querida Mickey é um personagem muito mais intrigante que Gus, porque ela é completamente instável. Sabe aquele tipo de pessoa que não sabe o que quer até perder? Essa é a melhor definição para ela, mas, no decorrer da série, vemos Mickey enfrentando muito bem seus problemas com álcool, drogas e relacionamentos. 

Love é uma série interessante justamente por ter o seu teor de autodescoberta, mesmo não sabendo como são as regras desse jogo de amar, isso porque não existe uma predefinição no amor, ele simplesmente acontece e  a ideia de série em si representa claramente o sentimento conflituoso que é o amor. E que, claro, vou ter que usar uma frase clichê aqui, para encontrar-se é necessário perder-se. E o amor é a representação perfeita de como não sabemos o que estamos procurando até encontrarmos. 

Outro ponto interessante de Love é a faixa etária dos nossos personagens, Gus tem 30 anos e Mickey 31, então não estamos lidando com amores juvenis, nem com jovens adultos e muito menos com a solidão característica que é explorada nas pessoas acima dos 35 anos. É uma série que lida com a meia idade em seu ápice. Socialmente falando, as pessoas nessa faixa etária têm poucos bens, são infelizes e estão cansados de se frustrar com o amor. A série constrói essa ideia sem usar recursos platônicos e mostra que no fundo nunca nos cansamos de procurar algo.


Sendo uma série para maiores de 18 anos, palavrões e cenas de sexo aparecem constantemente. Mesmo que as cenas de sexo não sejam gratuitas e façam sentido na narrativa, recomendo às pessoas que se sintam ofendidas ao assistirem coisas assim, que passem longe da série. 

Com episódios rápidos, uma história envolvente e personagens ótimos, Love é uma boa pedida para quem tem Netflix e está indeciso no que assistir. Tenho certeza que você pode se identificar com algum dos personagens ou até mesmo com algumas das situações por qual eles passam.

A boa notícia: a  série possui uma segunda temporada já confirmada, mas sem data de estreia.

Leia Também:
Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
FacebookTwitter


0 comentários:

Share