31 de mar de 2016

#PrimeirasImpressões: The Catch





Shonda Rhimes ataca novamente! E para os fãs das histórias criadas pela showrunner dona das noites de quinta-feira da emissora americana ABC, The Catch chegou prometendo empolgar e conquistar a sua audiência, com uma trama frenética, apresentando um verdadeiro jogo de gata e rato. 

Depois do sucesso que How To Get Away With Murder alcançou com uma primeira temporada mais curta (com apenas 15 episódios), o seu segundo ano foi garantido nos mesmos moldes. Com isso, a Shondaland, produtora de Shonda Rhimes e responsável pelos sucessos HTGAM, Grey´s Anatomy e Scandal, desenvolveu um novo trabalho para cobrir o horário da série estrelada por Viola Davis, enquanto as outras duas continuassem no ar, com temporadas normais, de aproximadamente 22 episódios. Foi assim que acompanhamos na última semana a estreia de The Catch, uma série que tem a mão pesada de Shonda nos detalhes e que, por isso, deve agradar o público que aguardou ansioso, promo a promo, a estreia dessa novidade.

A protagonista forte, a melhor amiga da protagonista, a edição alucinante, a queda dos personagens por um bom drink, a história envolvente. Estava tudo presente no episódio piloto de The Catch, que apostou em reviravoltas e em velocidade para conquistar o público. Porque sim, aconteceu tudo muito rápido, desde a apresentação dos personagens, até mesmo no conflito da série, que foi desenvolvido de maneira objetiva nos primeiros 42 minutos desse episódio inicial da trama.


Alice Martin é a sócia de uma agência de investigação que adora o seu trabalho de investigar e impedir crimes contra seus clientes. Prática e competente, Alice vive um momento feliz de sua vida, já que prepara-se para seu casamento com o milionário Christopher Hall que, não demoramos a descobrir, é também conhecido como Mr. X, um criminoso perseguido pelo escritório de Alice, que vem dando golpe atrás de golpe em seus clientes. E, é claro, ele acaba roubando Alice e sumindo de uma hora para a outra, deixando a protagonista com sede de vingança.

E, pelo que já deu pra perceber no episódio piloto, a série se concentrará na busca de Alice por Christopher, enquanto tenta resolver outros casos e manter o escritório funcionando. Mas, com duas mentes inteligentes, uma caçando e outra sendo caçada, o arco maior da história será o quando esse reencontro acontecerá e quais as consequências disso para os protagonistas. 

Vivida por Mirelle Enos, Alice tem um quê de Meredith Grey com Olívia Pope, outras protagonistas de séries de Shonda. E isso não é um demérito, já que, pelo menos no piloto, a atriz parece bem à vontade no papel de uma mulher que cai no golpe que ajuda a evitar com outras pessoas. Já Peter Krause, como Christopher, criou um personagem ambíguo que, apesar de ser o vilão da trama, parece realmente apaixonado pela mulher que enganou e roubou. Fica nossa dúvida, o que era encenação e o que era sentimento no relacionamento montado por Christopher? Já o elenco de apoio funciona, principalmente a relação de Alice com sua equipe, que promete bons momentos a partir daqui.

O que também me chamou a atenção foi a edição do episódio, com cortes diversos, imagens duplicadas e uma montagem frenética. E me lembrou bastante o início de Scandal, que apostou em uma edição semelhante mas que, pouco a pouco deixou isso de lado e hoje utiliza com parcimônia esse tipo de recurso. Acredito que tenha sido uma forma de fisgar o telespectador, em um momento em que a série precisa se vender para o público.

Com apenas um episódio exibido, é necessário mais tempo para saber se a série vai cair nas graças do público e se tornar realmente uma nova queridinha da Shondaland. Mais do que isso, entretanto, fica a minha dúvida se essa premissa se sustenta para mais de uma temporada, já que em determinado momento esse jogo de gato e rato deverá cansar, uma vez que Christopher não poderá fugir eternamente.

Mas, e digo isso como um fã de outras duas tramas longevas de Shonda (Grey´s está em sua 12ª temporada e apresentando uma história consistente e atrativa; Scandal já está no seu 5º ano, com história para contar), eu confio na imaginação e na capacidade de Rhimes e sua equipe em nos prender e conquistar. Por isso, sim, continuarei a acompanhar essa caçada de Alice por Christopher Hall. E você?

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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