26 de abr de 2016

#Série: Demolidor - Segunda Temporada - Considerações Finais





Primeira série da parceria Marvel/Netflix, Demolidor teve uma primeira temporada excelente, com cenas memoráveis e um aprofundamento do personagem título de modo que entendêssemos sua sede de justiça e as razões pelas quais ele luta. E no último mês de março estreou a segunda temporada de Demolidor que, confesso demorei para assistir inteira, pois eu queria aproveitar mais cada episódio e por isso não fiz uma maratona assim como no ano passado, quando terminei os 13 episódios em dois dias e meio. 

Depois de triunfar sobre Wilson Fisk, o diabo de Hell’s Kitchen tem que encarar novos desafios, visto que novas gangues tentam ocupar o espaço deixado pelo Rei do Crime. Entretanto, essas quadrilhas estão sendo massacradas por um novo vigilante, e aí que o Demolidor se depara com Frank Castle (o Justiceiro), que usa métodos totalmente diferentes aos de Matt Murdock, e deixa um rastro de violência e um amontoado de corpos por onde passa. Desse modo, vemos em tela um dos melhores embates de heróis, isso porque além de lutarem um contra o outro, vemos também um embate ideológico muito intenso. 

A narrativa dessa segunda temporada se divide em mini arcos que se consolidam nos episódios finais. Nesse primeiro arco, como mencionado acima, vemos o embate entre o Justiceiro e o Demolidor e, aos poucos, vamos entendo as razões de Frank fazer o que faz. Desse modo temos um pequeno desfecho de sua história, mas ele é um personagem que marca toda a temporada, e temos muito dele em cena.

Temos que elogiar a interpretação de Jon Bernthal, (o Shane de The Walking Dead). Depois de dois filmes muito fracos, finalmente vemos em tela uma representação excelente de uns dos personagens mais violentos e complexos da Marvel e, sinceramente, espero que ele ganhe sua própria serie. 


Dito isso, vamos ao segundo arco da temporada, a introdução de Elektra Natchios, que tem uma relação extremamente conturbada com Matt, e volta do seu passado trazendo muitos conflitos para a vida do herói, que tem que lidar com seus sentimentos e com senso de justiça. Esse arco acaba por levar ao clímax da segunda temporada, porém, a resolução dele acaba por se tornar simples e de certo modo frustrante, e se relaciona diretamente com algumas pontas soltas do primeiro ano e ainda abre espaço para novas ameaças na terceira temporada do vigilante mascarado. 

Confesso que não sou um conhecedor assíduo do personagem de Elektra, mas gostei muita da representação dela na série, e a atuação de Élodie Yung é boa e tende a render bons conflitos com o Demolidor. Fora as cenas de ação da personagem, que também são ricas em coreografia. 

Um personagem que rouba a cena também nesta temporada é Karen Page, que se mostra muito mais desenvolvida na trama, rendendo excelentes cenas tanto com Matt quanto com Frank. Achei interessante o crescimento da personagem que busca a verdade a todo instante e também inicia seu relacionamento com Matt, porém, como o mesmo tem uma vida dupla acaba tendo um atrito em conciliar as duas partes de sua vida, o que desgasta a relação dele com Karen e mais ainda com seu fiel amigo Foggy Nelson. 


Por conta desse atrito vemos um estremecer na amizade de Foggy e Matt, e na relação deles com Karen, e esses conflitos ficam em aberto sendo, talvez, melhor desenvolvidos ou resolvidos na próxima temporada. Ainda temos sutis menções sobre outros personagens que dividem o mesmo ambiente que o Demolidor, como Luke Cage e Jessica Jones, e até a participação de um personagem da heroína. 

A enfermeira Claire volta também nessa segunda temporada, e ajuda novamente Matt e age como uma espécie de conselheira em alguns momentos, ficando clara a importância dela dentro desse universo que culminará com a união dos heróis que formarão Os Defensores. De certa forma, já preparou o terreno para a aparição dela na série de Luke Cage. 

Por fim, temos uma serie muito madura. Talvez não cause o vislumbre que tivemos na primeira temporada, mesmo assim é uma das melhores séries da Marvel e também uma das melhores baseadas em HQs.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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