25 de mai de 2016

#Cinema: X-Men: Apocalypse, de Bryan Singer





Nove filmes desde o ano 2000*. Esse é o impressionante número da franquia X-Men nos cinemas, desde que o primeiro filme foi lançado há 16 anos e que passamos a conhecer o universo dos mutantes da Marvel nas telonas. Sempre se reinventando, os longas brincam com linhas narrativas e, em alguns casos, aprofundam a trama de alguns personagens solo, mas sempre fazendo a alegria dos fãs. E agora, com X-Men: Apocalypse, do diretor Bryan Singer, temos mais um sucesso de bilheteria e uma nova aventura para nos deliciarmos.

Dando prosseguimento à narrativa interrompida em Dias de Um Futuro Esquecido, estamos agora no início dos anos 90, com o mundo ciente da existência dos mutantes e aprendendo a lidar com eles. Com a escola de Charles Xavier educando jovens mutantes e com Mística e Magneto levando suas vidas de maneira discreta e inserida na sociedade humana (no que isso é possível), tudo desanda quando Apocalypse, um mutante milenar adormecido desde o Egito antigo, desperta e resolve se vingar da humanidade. Absurdamente poderoso, Apocalypse junta quatro novos mutantes como seus cavaleiros (Tempestade, Psylocke, Anjo e Magneto) e é aí que Mística, Xavier e sua turma entram em jogo para tentar salvar novamente o mundo.

É nesse momento que preciso dizer que, apesar de divertido e envolvente, eu fiquei confuso em alguns momentos da história. Não com a trama, que acompanhei direitinho, mas sim com algumas incoerências da linha do tempo da narrativa se comparada com os filmes anteriores. Afinal, com tantos mutantes na tela, eu tinha certeza que alguns deles, apresentados pela primeira vez em outros filmes (como Anjo ou Noturno, por exemplo) parecem ter um novo recomeço aqui, diferente das versões vistas no "futuro". O que não seria um problema, se a série não buscasse uma linearidade na trama, como vimos em Dias de Um Futuro Esquecido. Mas, como o final do filme anterior meio que restartou o universo X-Men, posso estar falando uma grande bobagem. Divago apenas.

Bryan Singer, como diretor, mostra novamente que seu nome deveria ser obrigatório em qualquer longa envolvendo o universo dos heróis. Conhecendo os personagens e o mundo que criou, o diretor aqui parece mais solto, tanto que Apocalypse é, sem sombra de dúvidas, o filme mais colorido de toda franquia. Conhecemos as histórias anteriores, os personagens e, exatamente por isso, ele não precisa provar que o filme é diversão séria. Aqui nos divertimos com a trama frenética e absurda, apresentada com cores e tons, mas que já passou a sua mensagem "séria" nos filmes anteriores.

Fora isso, é divertido ver as versões mais jovens de Cyclope, Jean Grey e Tempestade surgindo pela primeira vez. Mas, sem sombra de dúvidas, o destaque fica novamente com o Mercúrio, vivido pelo ator Evan Peters. O filho de Magneto e sua super velocidade roubam a cena, principalmente quando o personagem surge em um momento específico do filme, em uma sequência ao som de Sweet Dreams, da banda Eurythmics. É simplesmente maravilhoso.

Já a participação de Wolverine aqui é contida, reduzida a uma única cena. Mas, como em todos os filmes da Marvel, a cena pós-crédito dá a entender que o personagem mais uma vez será fundamental no próximo filme da franquia.

X-Men: Apocalypse pode não ser o melhor filme dos mutantes. Mas é, garanto, um excelente filme de super-heróis. Não perca!

*Para verem que não estou louco, seguem os filmes, por ordem de lançamento: X-Men (2000), X-Men 2 (2003), X-Men 3: O Confronto Final (2006), X-Men Origens: Wolverine (2009), X-Men: Primeira Classe (2011), Wolverine Imortal (2013), X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (2014), Deadpool (2016, e sim, o filme se passa no universo X-Men) e X-Men: Apocalypse (2016).

Leia Também:
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
FacebookTwitter


0 comentários:

Share