4 de mai de 2016

#Literatura: Novembro de 63, de Stephen King





Stephen King é um escritor celebrado, conhecido por seus best sellers e obras que, invariavelmente, ganham adaptações audiovisuais. E é até com uma certa vergonha que confesso que conhecia bem pouco da obra do autor, tendo lido apenas dois livros dele em momentos bem distintos da minha vida: O Cemitério, que me provocou pesadelos durante muito tempo, que li no fim da adolescência; e Carrie, a Estranha, que caiu em minhas mãos, já adulto, e que devorei rapidamente, preso pela excelente narrativa de King.

Assim, mesmo com uma lista de livros de Stephen King na minha lista de "para ler em algum momento", acabei comprando Novembro de 63 em uma oferta irresistível da Amazon. Como estava no finzinho da leitura de A Garota Silenciosa, acabei emendando o livro de King, que me conquistou desde a primeira página, com sua trama envolvente, surreal e, ao mesmo tempo, deliciosa.

Tendo como protagonista Jake Epping, um professor de inglês do Maine, EUA, a trama conta como ele, um cidadão comum, se vê às voltas com uma fissura no tempo, escondida dentro da despensa de uma velha lanchonete de seu amigo Al, que o leva diretamente para o ano de 1958. A mecânica é interessante: ao atravessar a fissura, que eles chamam de "toca do coelho", Jake sai sempre em um dia de agosto de 1958. E, não importa o tempo que ele fique no passado, quando retorna ao presente, passaram-se apenas dois minutos em 2011 (no caso, os dias "atuais" da história). Cooptado por Al, que está morrendo devido a um câncer, Jake acaba aceitando uma missão complexa: ficar no passado de 1958 até novembro de 1963, e impedir o assassinato de John Kennedy, o que, segundo Al, mudaria o rumo da história para melhor. Entretanto, como aprenderemos junto com Jake, o passado é obstinado e não quer ser mudado.

Apesar de longo (o livro físico tem mais de 800 páginas!!!), a leitura é envolvente desde o início da trama e acompanhar a vida de Jake a partir de 1958 e suas três grandes missões é muito agradável. Stephen King sabe nos envolver como ninguém no mundo que criou e, mesmo conhecendo o verdadeiro curso da história, com Kennedy morto e tudo que aconteceu depois até os dias atuais, nos pegamos torcendo para que Jake consiga evitar que Lee Harvey Oswald assassine Kennedy naquele 22 de novembro de 1963. 

Como acontece com muitas obras de Stephen King, Novembro de 63 ganhou uma versão para a televisão, em forma de minissérie em oito capítulos, estrelada por James Franco, no papel de Jake Epping. 11.22.63, a série (e o nome original do livro) que já comecei a assistir, tem diversas mudanças em relação ao livro, mas mantém a espinha dorsal da história, sendo também um excelente entretenimento.

Mas, como verdadeira diversão, indico a obra original de Stephen King. Eu mesmo gostei tanto do livro que ele até rendeu um outro texto, esse mais ~filosófico~ e particular, em forma de coluna para o Barba Feita, que também te convido a conhecer, clicando aqui: Se Você Pudesse Voltar no Tempo, O Que Mudaria na História da Humanidade?

Novembro de 63 é rico em recriação histórica, sendo uma trama irresistível e que valerá cada minuto que você gastar em suas páginas, viajando ao passado ao lado de Jake Epping. Embarque nessa viagem no tempo, mas não se esqueça: o passado é obstinado e não quer ser mudado.

Novembro de 63
Autor: Stephen King
Páginas: 736
Editora: Suma de Letras

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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3 comentários:

jair machado rodrigues disse...

Também preciso rever Stephen King.
ps. Carinho respeito e abraço.

Igor_1 disse...

Eu tô vendo o seriado do Livro, muito bom

celio VOLOSKI disse...

O seriado é bom, mas como sempre o livro é muito melhor.

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