14 de jun de 2016

#Literatura: Revival, de Stephen King






Antes tarde do que nunca, não é mesmo? Eis algo que procuro botar em prática na minha vida, que é correr atrás do tempo perdido. E como disse aqui em minha resenha sobre Novembro de 63, estou tentando, aos poucos, apreciar mais o trabalho de Stephen King, um autor que sempre me reservou boas surpresas, mas que eu quase sempre protelava, deixando para depois. Assim, quase emendar a leitura de Revival com Novembro de 63 foi uma atitude muito acertada de minha parte, pois não é por pouca coisa que King tem 59 livros lançados e é sempre sucesso em sua área de atuação.

Sem tem algo que aprendi a admirar é a imaginação de Stephen King. Afinal, como alguém consegue produzir tanto e por tanto tempo, continuando atraindo a atenção do público, em histórias tão díspares e, ao mesmo tempo, tão maravilhosas e intrigantes? Como tantas tramas bizarras podem habitar uma mente que, ao seu bel prazer, consegue nos presentear com inúmeros bons livros?

Comprei Revival de impulso, aproveitando uma oferta da Amazon. Viciei em ler no Kindle, pela praticidade, e os emails marketing da Amazon são uma tentação para alguém compulsivo como eu. Vejo a oferta, compro com um clique e, pronto, tenho mais um livro pra ler. Dito isso, não lembro nem mesmo se li direito a sinopse da história, por isso fui conhecendo a trama aos poucos, de acordo com o que ia lendo. E que delícia é ler um livro dessa maneira.

Em Revival, mergulhamos nas memórias de Jamie Morton que, aos seis anos de idade, conheceu aquele que seria um personagem de participações especiais e influentes em sua vida, o reverendo Charles Jacobs que, durante a infância de Jamie, se muda para sua vizinhança. Devido a situações limite, o reverendo acaba indo embora da cidade depois de um acidente e, posteriormente, encontra-se com Jamie em outras três e impactantes vezes.

E o legal dessa história é que você vai no embalo dos personagens mas, até mais da metade do livro, eu não sabia sobre o que ele tratava. Tínhamos um protagonista, os acontecimentos de sua vida, um outro personagem que o rodeava, mas qual era a trama principal de Revival? Eu tinha uma pequena ideia, mas até os capítulos finais, quando a obra se torna uma verdadeira e assustadora obra de Stephen King, acompanhávamos deleitados as memórias de um homem que passou por situações diversas em sua vida.

É esse o grande charme do livro, já que apesar de aparentemente não sabermos o que acontecerá, sabemos que algo grande está por vir e que virará aquela história de pernas pro ar. Mas como tudo vai transcorrer até isso é que nos instiga, o que é facilitado pela sempre excelente prosa de King, um mestre na arte de contar histórias.

Não vou perder tempo detalhando uma sinopse, pois você não precisa disso. Basta saber que Revival é um puta livro de suspense, com uma final aterrador e que deixará o leitor ansioso pelo desfecho dessa obra. 

Assim, não perca tempo, embarque nas memórias de Jamie Morton e descubra com ele os caminhos dessa aventura eletrizante (literalmente, mas só quem ler o livro entenderá o trocadilho, #FicaDica).

Revival
Autor: Stephen King
Páginas: 376
Editora: Suma de Letras

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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