15 de jun de 2016

#Pop5ive: Os Melhores Filmes de Robin Williams





Não lembro ao certo qual foi o primeiro filme de Robin Williams que eu vi, talvez tenha sido Uma Babá Quase Perfeita, ou então Jumanji, mas o fato é que com o passar dos anos fui crescendo e vendo mais filmes deste magnifico ator, que para nossa tristeza nos deixou em agosto de 2014. 

Porém, sua obra jamais será esquecida e seu talento sempre será lembrado. É por isso que hoje apresento esse Pop 5ive, com os melhores filmes de Robin Williams, em minha humilde opinião.

Vamos à lista?

Bom Dia, Vietnã 

Filmes de guerra já foram feitos aos montes, de todos os tipos e de todas as guerras, inclusive a do Vietnã. O que diferencia Bom Dia, Vietnã é o personagem. Inspirado em um caso real, sobre um radialista especial, que trouxe esperança e um pouco de alegria ao dia-a-dia daqueles soldados. Misturando comédia e drama e um filme simples, entretanto, com diversas camadas interessantes. 

“Gooood Mooorning, Vietnam”, com esse grito característico, Adrian Cronauer abria o dia na concentração do exército norte-americano, onde tinha um programa de rádio. Através dele, o personagem de Robin Williams contava piadas e selecionava músicas de rock da época, a exemplo de Bob Dylan, Beach Boys, Frank Avalon, Rolling Stones, entre outros. O rock era um ritmo que simbolizava essa juventude rebelde, juventude que, inclusive, protestava contra a guerra. E o personagem de Robin tinha muito disso, já que Adrian era um homem inquieto, que não se importava com as convenções, vide a forma como começa a paquerar uma garota vietnamita e como toma uma turma em um curso de inglês. E era um homem também inconformado com a guerra, tanto que questionava as censuras das notícias, ridicularizava políticos, a exemplo Nixon, e tentou burlar algumas leis do batalhão. 

O filme se sustenta mesmo no talento de Robin Williams. O ator é um showman e aqui ele tem a oportunidade de expressar todo o seu talento. Ele brinca, conta piadas, faz diversos tipos de imitações. Mas, também tem momentos sérios, onde demonstra capacidade dramática imensa e consegue ditar o ritmo da trama com muita competência. 

Sem dúvidas, uma das melhores atuações de Robin Williams. 

Sociedade dos Poetas Mortos 

Em Sociedade de Poetas Mortos, John Keating, lindamente interpretado por Robin Williams, que estava no auge de sua carreira na década de 80, não somente ensina a esse grupo de garotos a ler e amar poesia, como também os ensina a terem confiança em si mesmos e a encontrar suas próprias vozes, em uma escola onde médicos, banqueiros e advogados são produzidos em massa. Por conta disso, eles se acostumaram aos quatro pilares da Academia Welton, honra, tradição, excelência e disciplina, e procuram apenas se adequar aos demais e não se destacar da multidão, afinal, o corpo docente não tem interesse em formar alunos com opinião, já que os pais pagam pelo contrário. 

E é justamente com a chegada do novo professor que um horizonte de possibilidades se abre diante dessas mentes barulhentas, que há muito estavam em completo silêncio. Os personagens são bem definidos e caracterizados, para que de alguma forma nos identifiquemos com algum de seus anseios. Temos o transgressor, Dalton, que é o piadista do grupo, aquele sempre apto a tirar risadas de alguém, zoar um amigo, mas que é igualmente companheiro e solícito. O gênio, Meeks, é o calado, com as notas mais altas, que está sempre disposto a ajudar o colega a melhorar seu desempenho. O enamorado, Overstreet, que está sempre na cola do transgressor, mas aos poucos, aprende a agir e pensar por si mesmo. O novato, Anderson, um garoto tímido que teme viver para sempre à sombra do seu famoso irmão que estudou na mesma escola. O medroso, Cameron, o famoso puxa-saco dos professores e que nunca quer ficar mal diante deles. E, finalmente, o líder, Neil, a quem Keating teve a maior influência, fazendo-o largar a máscara de bom moço diante de todos e assumir quem realmente é, e o que ele quer fazer, ao invés de apenas aceitar um destino imposto por seu pai. 

Um belíssimo filme e com uma excelente atuação de Robin Williams. "Carpem Diem. Aproveitem o dia, meninos"

Gênio Indomável 

Matt Damon, que além de escrever, protagoniza o filme, interpreta Will Hunting, um jovem dotado de grande inteligência, mas que possui uma vida perdida, alguém que não sabe a que rumo seguir, além do fato de desperdiçar seu tempo se envolvendo em brigas de rua ao lado de seu amigo Chukie (Ben Affleck) e trabalhando em empregos que não exijam qualificação. Após inúmeras passagens pela polícia, Will exerce uma atividade como pena, limpando os corredores de uma faculdade, que é onde, para surpresa de um dos mais renomados professores do local, Gerard Lambeau (Stellan Skarsgard), ele consegue encontrar a resposta de um indecifrável teorema matemático. Percebendo o alto potencial do garoto, Lambeau faz um acordo com o juiz, onde o jovem passaria a fazer terapia como forma de se livrar de sua sentença. Eis que depois de várias tentativas, o professor entra em contato com um antigo amigo, Sean (Robin Williams), um psiquiatra que possui um passado parecido com o deste gênio indomável. São nessas conversas com Sean que Will encontra sua força para seguir em frente, superando seu difícil passado e encarando de vez seu futuro, tendo força inclusive para conquistar a garota que amava, Skylar (Minnie Driver). 

O filme é cheio de grandes ideias, é daqueles que poderá ser visto e interpretado de formas diferentes, cada pessoa levará consigo algo, é uma obra que deixa rastros, nos faz pensar e refletir sobre muita coisa. É sobre amizade, sobre como pessoas podem ser salvas por outras, sobre como uma palavra, uma conversa, pode ser confortante, inspiradora. 

Outro grande mérito da obra são suas atuações. Matt Damon dá um belo show de interpretação, um personagem difícil, mas que o ator conseguiu dosar bem cada uma de suas oscilações; melhor ainda é quando ele divide a cena com o mestre Robin Williams, que se torna seu mentor e mostra seu poder de atuação dramática. Apesar de não ser o personagem principal da trama, Robin Williams rouba a cena com sua participação. 

Outro grande filme que merece ser apreciado por todos os amantes do gênero dramático e que tem uma bela atuação de Robin Williams. 

Patch Adams - O Amor é Contagioso 

Quebrar paradigmas, ou até mesmo enfrentá-los não é tarefa das mais fáceis, levando em conta que muitos desses modelos são produtos de séculos de experiência. Diante disso, são poucos os que se dispõem a enfrentar esse desafio. No filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, dirigido por Tom Shadyac, temos um grande exemplo de um homem em busca de “mudanças”. Esse homem é Patch Adams, interpretado pelo ator Robin Williams – que acredita ser a risada a chave para a melhoria da qualidade de vida. 

De início, Patch Adams é apresentado como interno de uma clínica, após uma tentativa de suicídio. Em sua estadia nessa clínica, ele percebe que quase nada é feito para restaurar os pacientes, o que o deixa intrigado. Um dia, de forma hilária, nosso protagonista consegue ajudar o seu companheiro de quarto a enfrentar um de seus medos. Ao auxiliá-lo, ele percebe que se sente bem ajudando as pessoas e resolve deixar o hospício para se tornar um médico. 

Ao conseguir ingressar no curso de Medicina, Patch percebe que a mesma frieza relacional existente no sanatório é encontrada na faculdade, e que os pacientes são tratados como “coisas” e não como seres humanos. Toda e qualquer relação entre médico/paciente é vista com desdém. Percebendo isso, ele decide tornar-se um médico humanista. Seu intuito principal vai ser o de melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes, através de boas risadas. Contudo, devido aos seus procedimentos nada convencionais, o personagem central vai ter que suportar duras críticas de seus colegas universitários, além de ter que enfrentar o inflexível reitor da universidade. 

A história de Patch Adams é cativante e emocionante. Ser agente de transformação e ser movido por sentimentos altruístas e humanitários são as características que tornam a figura principal desse filme tão inspiradora. 

E nesse filme Robin Williams fez uma de suas melhores atuações, dosando muito bem sua interpretação. Se tivesse que fazer um ranking de suas atuações, com certeza Patch Adams estaria no pódio. 

O Homem Bicentenário 

A história, que se baseia em um livro do renomado escritor Isaac Asimov (também autor de Eu, Robô), é simples de seguir. O personagem principal não é humano, mas robô: trata-se de Andrew, um ser mecânico que é adquirido, em 2005, por uma família nos EUA, para servir como utensílio doméstico – uma espécie de versão futurista de uma empregada que tem capacidade para durar, no mínimo, quatro gerações. Só que Andrew demonstra, desde o início, uma curiosidade insaciável para tentar compreender a lógica do ser humano (o raciocínio, os sentimentos). 

Vivendo com uma família que o trata como se fosse um humano, Andrew logo desenvolve algo muito semelhante ao livre arbítrio, embora continue totalmente fiel às três leis da robótica de Asimov, algo que o filme se encarrega de fornecer exemplos a todo momento, como o instante em que o robô salta de uma janela mesmo sabendo que está fazendo algo errado, simplesmente porque é solicitado para isso por um humano. 

Na primeira metade do filme, Andrew é o ator Robin Williams com uma pesada armadura de alumínio. O robô vive no porão, onde aprende a construir relógios complexos. Até aqui, o filme justifica plenamente sua premissa: as situações são inteligentes e abordam de maneira simples e, ao mesmo tempo, complexas, o tema que Asimov quis abordar, que é a tentativa de compreender onde começa, de fato, a singularidade humana de um ser inteligente. Em outras palavras, aquilo nos faz humanos. 

Essa primeira parte da película é ótima. A própria profissão de Andrew, que eventualmente lhe transforma em um robô rico, é uma ironia finíssima. Ao construir relógios, ele fundamentalmente vive “manipulando” o tempo, embora o tempo seja uma grandeza que ele não consegue compreender, como ser imortal que é. Andrew não dorme e não envelhece. Talvez essa seja a melhor (e mais trágica) piada do filme, pois resume muito bem a lição que Columbus quis passar com a obra. 

Na segunda metade, Andrew percebe que desenvolveu um raciocínio inteiramente humano, e começa a sentir falta de companhia. Isso significa entrar em contato com a família que lhe acolheu nos primeiros anos de existência, descobrir seus descendentes e desenvolver gradualmente uma amizade que pode descambar para algo mais profundo – algo imaterial, como amor, que um robô, como Andrew, teoricamente não conseguiria sentir. 

Talvez essa não seja nem de longe a melhor atuação de Robin Williams, entretanto, pela complexidade do filme e de seu personagem, eu me sinta atraído por este longa e, consequentemente, por sua atuação, sendo um de seus filmes que eu mais gosto. 
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Bom esta é minha pequena lista com os filmes desse grande ator que nos deixou com muitas saudades. E vocês concordam, ou colocariam outros filmes? 

Abraço e até próxima!

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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1 comentários:

Kevin Miranda disse...

Pfffffffffffff , colocaram Patch Adams e esqueceram do excelente Tempo de Despertar , uma das melhores atuações de Robin Williams , ah sim , O Homem Bicentenário é pavoroso .

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