1 de jun de 2016

#Primeiras Impressões: Preacher





Olá, meus queridos! Antes de mais nada, já quero deixar bem claro no início deste texto que vou me basear apenas no episódio que eu vi dessa nova série, e não tentar fazer comparações com a HQ, visto que pouco conheço dos quadrinhos de Preacher.

A série, baseada nos quadrinhos de Garth Ennis, publicado pelo selo da Vertigo DC Comics acompanha a história de Jesse Custer, um ex-pastor texano em conflito com sua fé, que foi possuído por uma entidade fugitiva do paraíso chamada Gênesis, que lhe dá um poder de fazer com que qualquer um o obedeça. 

Preacher estreou no último dia 22 de maio, pelo canal AMC, o mesmo que adaptou The Walking Dead para a televisão. Como já é de costume, a AMC escolheu não começar sua história do ponto de partida. Quando o episódio se inicia, é como se episódios, temporadas inteiras já tivessem se passado e o roteiro não se preocupa em explicar muito bem (ainda) como os personagens chegaram ao ponto em que estão hoje. É uma proposta de narrativa ousada, que para muitos pode funcionar bem e gerar a curiosidade necessária para seguir em frente com a série, enquanto para outros pode simplesmente causar estranheza e afastamento do produto – o que pode ser bastante perigoso para um episódio piloto.


Ademais, isso também traz suas vantagens, como apresentação dos personagens pelo fator “inquietação”.  Por exemplo, por meio de flashbacks ficamos sabendo que Jesse foge de um passado misterioso e sombrio que, de alguma forma teve influência direta em sua “escolha” (entre aspas porque ainda não sabemos se de fato foi uma escolha) de se tornar o pastor daquele pequeno povoado. Da mesma forma, nada nos é dito sobre a origem ou o mesmo o que seria a Entidade que possui o corpo de Jesse. Sua apresentação é mais um dos acertos do piloto, feita de forma sistemática e com o cuidado de mostrar, pelos olhos de outros personagens, como ela opera antes de chegar até o protagonista da história. 

O protagonista, Jesse Custer, está sendo vivido por Dominic Cooper (o Howard Stark, de Marvel Agent Carter), e além dele, também já fomos apresentados aos outros personagens centrais, como Tulipa (Ruth Negga, Raina, de Agents of de SHIELD), o vampiro irlandês Cassidy (Joe Gilgum, de Misfits) e Eugene Root (Ian Colletti, de Mercy) que recebe o peculiar apelido de “Cara de Cu”, graças a um acidente com uma arma, e antes que algum desavisado reclame da tradução, em inglês ele se chama Arseface, tradução literal do nome do personagem. O que a série mostra em seu primeiro episódio é uma introdução simples, rápida e eficaz, de todos esses personagens, e também do poder que Jesse recebe. As apresentações são todas excelentes, pois todos eles têm personalidades e características extremamente absurdas. Em cinco minutos de tela e um roteiro criativo a série conseguiu mostrar exatamente a que cada um veio. Além disso, o grupo está muito bem ambientado na cidadezinha de Annville, Texas, numa fotografia de tirar o fôlego!


De uma maneira geral, o episódio se apresenta de forma harmoniosa e, por mais que tenha alguns problemas na estrutura que tornem complicada a concentração na primeira parte, um pouco de esforço e paciência para juntar todas as peças pode tornar a série uma jornada interessante. Mas se você é daquele que prefere receber tudo mastigadinho e sem muitas camadas (o que não é nenhum problema), provavelmente Preacher não é uma série que vá te agradar. 

Quem gosta de obras com cenas chocantes, cheias de ação, vai amar Preacher. O tom sarcástico, recheado de humor negro e cenas insanas fazem da série um ótimo entretenimento.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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3 comentários:

Jefferson Sousa disse...

Eu conheço bem a série, li pelo menos umas 3 vezes todas as revistas da série da Vertigo. E pelo que vi até agora posso falar que me decepcionou um pouco. O Cassidy na revista é magrelo, fedido, porco, folgado e esse da séria não conseguiu até agora capturar a essência do personagem. O Jesse é um padre mas fala palavrões, bebe, se mete em brigas e esse ai não ficou legal, e Tulipy o que dizer, não que eu seja racista pois não sou, mas a Tulipy é loira, usa vestidos curtos e é obscena em alguns momentos, sem falar nesse Cara de Cú forçado, na série a cara dele é totalmente deformada, fizeram uma maquiagem bem meia boca ali. Eu sei que caso a série tivesse o investimento correto poderia ser melhor, mas continuo preferindo a série da Vertigo.

Artur Lima disse...

Olá Jefferson, então é como escrevi no começo do texto, eu não tenho conhecimento a fundo das HQs, até por isso não analisei baseado nas HQs, mas como você bem pontuou, tem essas diferenças em relação ao que a AMC fez para televisão, mas pelo que vi a série não vai ser um desastre, claro que quem é fã assíduo vai sentir as diferenças. Mas temos que analisar que a AMC tenta abranger um público além dos aficionados pela HQ, ou seja, eles tentam agradar um público que nunca viu ou sabia da série na VERTIGO, um outro ponto para analisarmos é justamente o orçamento e a diferença de mídias, é muito difícil transportar ao pé da letra e com tempo hábil toda a história da HQ, mas creio que conseguiram ao menos a essência da série.

Abraço

Edmundo Rodriguez disse...

Mermão, ô negocio chato eh nego purista, puta merda!!!

Não é pra ser igual ao quadrinho não rpz!! E respeitadas as devidas proporções, o piloto apresentou muito bem a essencia dos personagens.

Quem se importa se o Cassidy era mais magro e a Tulipa loira?
O nome disso eh frescura!!!

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