27 de set de 2016

#PrimeirasImpressões: Supermax





Ousadia. Essa parece ser a palavra de ordem na Globo nesse segundo semestre, principalmente no que diz respeito às suas séries e minisséries que, fugindo do óbvio, vem surpreendendo o público. E se Justiça foi um enorme sucesso e uma lufada de renovação, vemos que a emissora continua investindo nesse caminho com Supermax, a atração da segunda linha de shows da Globo, que estreou  na terça-feira passada e que, durante 12 semanas, promete fazer a alegria dos fãs de uma história de suspense-terror.

Seguindo a iniciativa inaugurada em Justiça de liberar os episódios antecipadamente para os assinantes do Globo Play, a emissora foi ainda mais ousada ao liberar os 11 primeiros episódios de Supermax no aplicativo. Apenas o episódio final não está disponível aos assinantes, talvez numa tentativa de manter a atenção do público para o desfecho da história, que traz muitos segredos. Mesmo assim, eu curti a ideia e, como já me acostumei a consumir séries assistindo a um episódio atrás do outro, no conceito cunhado pelos americanos como binge-watching, achei maravilhoso poder conferir quase a série inteira antes dela ir ao ar na tela da Globo. 

A história todo mundo já conhece, afinal, desde que as chamadas começaram a ser veiculadas, o público foi apresentado ao conceito: um grupo de 10 pessoas é enviado para uma prisão desativada de segurança máxima no meio da Amazônia para participar de um reality show. Apresentado por Pedro Bial, logo descobrimos que todos os participantes do programa já tiveram ou tem contas a acertar com a justiça e o objetivo do jogo é acompanhar a interação e redenção deles junto ao público enquanto disputam o prêmio de R$ 2.000.000,00. Mas depois de um primeiro contato do apresentador e de uma prova inicial para descobrirmos o líder, as coisas fogem do controle e os participantes descobrem-se abandonados no meio do nada e tendo de lidar com misteriosos acontecimentos sobrenaturais.


Com um primeiro episódio de apresentação muito bem construído, como se fosse realmente um reality show, a partir do segundo é que a história engrena e passamos a presenciar os conflitos dos personagens naquela situação limite. E assim, pouco a pouco e episódio a episódio, o climax vai aumentando e as perguntas jogadas na tela. O que é aquele presídio? O que acontece com aquele ambiente? Quem está controlando a ação? Com bons episódios, a coisa fica realmente boa a partir do sexto capítulo, quando tudo atinge níveis absurdos de tensão e ação desenfreada na tela.

Sendo veiculado em um horário propício, Supermax abusa da violência, de nus frontais e de uma estética pouco comum nas obras nacionais. E se alguns atores parecem exagerados em seus papéis no início, aos poucos eles vão nos mostrando a verdadeira face dos personagens que, assim como em um reality show, mostravam primeiro aquilo que achavam que o público gostaria de ver e não a sua real personalidade. Assim, a estratégia de usar rostos poucos conhecidos, com exceção de Mariana Ximenes, Cléo Pires e Erom Cordeiro, todos em excelentes atuações, é muito bem vinda, já que nos dá a sensação de estarmos realmente acompanhando um reality show com pessoas desconhecidas na tela da televisão.

No fim das contas, vale a pena acompanhar essa ousada história de terror exibida pela Globo nas noites de terça. O difícil, pelo menos para quem já assistiu a todos os episódios disponíveis no Globo Play, é esperar tanto para ver como essa história efetivamente termina...

Leia Também:
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
FacebookTwitter


0 comentários:

Share