21 de out de 2016

#Pop5ive Especial Madonna: O Melhor da Rainha do Pop





Madonna alcançou o posto de rainha do pop quando, nos anos 80, dividia os holofotes com ninguém menos que Michael Jackson e Prince. Juntos, eles formavam uma tríade divina e inalcançável, com suas músicas e shows disputados por fãs de todo mundo. Madonna, que recebeu a coroa e fez valer seu reinado, hoje brilha sozinha porque, infelizmente, seus colegas nos deixaram precocemente.

Contudo, até para a rainha do pop, às vezes, algumas coisas dão certo e outras errado. Sua carreira como atriz, por exemplo, sempre foi bombardeada pelos críticos (a única exceção foi Evita), mas não vamos falar de seus filmes aqui, vamos direto ao que a tornou uma mega estrela: sua música.

Como grande marqueteira que é, Madonna soube usar a controvérsia a seu favor, fazendo com que seus álbuns alcançassem o topo das paradas. Empresária de sucesso, sabe escolher as pessoas com quem almeja trabalhar, soube ouvir o som das ruas e espalhar isso pelos quatro cantos do mundo.

Com vocês, os cinco melhores álguns de Madonna, a Rainha do Pop:

True Blue (1986)
Madonna bateu o pé e disse que queria produzir o álbum. Ela participou das criações das músicas junto com seu ex-namorado, Stephen Bray, e trabalhou pela primeira vez com Patrick Leonard.

O álbum, que trata de temas como amor, trabalho, sonhos e decepções, buscou atrair uma sonoridade mais adulta para alcançar um público mais velho, que havia torcido o nariz para o seu sucesso.

Aqui ela começa a causar polêmica. A canção Papa Don't Preach foi criticada por grupos feministas; no vídeo de Open Your Heart ela fala sobre voyeurismo de uma maneira explícita, porém lúdica, numa música anteriormente rejeitada por Cyndi Lauper; os ritmos latinos surgiram aqui pela primeira vez com La Isla Bonita que, dizem, teria sido proposta para Michael Jackson, mas ele recusou e Madonna gostou e reescreveu a letra.

Por fim, como boa católica que é, dedicou o disco ao Papa João Paulo II e ao então marido Sean Penn que, segundo ela, era o cara mais legal do universo.

Like a Prayer (1989)
Sucesso de público e crítica, é considerado até hoje um dos melhores trabalhos de Madonna, que foi influenciada pelo rock, dance music, soul e funk.

Se o álbum anterior era dedicado a Sean Penn, a crise que culminou com o término da relação fez com que ela compusesse um trabalho mais autoral e autobiográfico.

Ela expõe aqui toda a dor que passava, desde a saudade da mãe (Promise to Try), a relação conturbada com o pai (Oh Father), as brigas com Sean Penn ('Till Death do Us Part), para no fim dizer que o que importa mesmo é a família (Keep it Together).

Mais uma vez, voltou a trabalhar com Stephen Bray e Patrick Leonard e a novidade aqui é a participação de Prince nos vocais e na produção de Love Song.

Erotica (1992)
As sutilezas foram deixadas de lado; aqui tudo fica explícito, Madonna criou um alter ego, Dita, e falou abertamente sobre o tema quando ninguém ousava fazê-lo; dizia como era bom fazer sexo mesmo que ele não estivesse vinculado ao amor.

Desencontros, brigas, aceitação, mentiras, amor, homofobia e racismo são outros temas cantados por Madonna, num álbum com forte aposta no hip hop e house music e produzido por ela, Shep Pettibone, e André Betts.

Acompanhando seu lançamento e aumentando ainda mais a polêmica, foi lançando o livro SEX.

Uma curiosidade: a canção This Used To Be My Playground, do filme Uma Equipe Muito Especial, por mais que a gravadora quisesse não fez parte do disco porque Madonna dizia que ela não tinha nada a ver com o conceito que criara. O fato é que ela mais uma vez estava certa.

Ray of Light (1998)
Depois de tanta controvérsia, Madonna agora era mãe, estava preocupada com outros temas, como a espiritualidade que exercia e o amor pela filha. Essa introspecção serviu de inspiração para a produção das várias camadas de som de Ray of Light, que foram base para um trabalho mais maduro, com sua voz alcançando maior amplitude devido as aulas de canto que fizera para Evita.

A principal influência é a música eletrônica, mas também é notória a influência de outros gêneros e subgêneros, incluindo techno, trip hop, drum and bass, bossa nova, música ambiente e rock.

Patrick Leonard, William Orbit e Marius de Vries foram seus parceiros neste álbum, que é também considerado um dos melhores de todos os tempos pela revista Rolling Stone, influenciando muitos artistas até hoje.

Confessions on a Dance Floor (2005)
Madonna quis colocar todo mundo pra dançar, com a forte influência da dance music dos anos 70. Produzido por ela junto com Stuart Price, Mirwais Ahmadzaï, Bloodshy & Avant, Bagge & Peer, as músicas todas eram unidas de uma forma que não há pausa entre elas.

As letras contém parte de sua história musical e são escritas em forma de confissões, como sugere o título. Hung Up contém sampler de Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight), gravado pelo ABBA; Jump fala de correr riscos, Push incorpora enxertos de Every Breath You Take, do grupo The Police; I Love New York retrata todo seu amor pela cidade, mas está mais inclinada a seu estado mental; Let It Will Be canta sobre sucesso e fama; e Like It or Not deflagra o cruzamento de passado, presente e futuro. 

Menção Honrosa:
Immaculate Collection - lançado em 1990, é definitivamente a melhor coletânea de música pop.
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Mas como eu disse anteriormente, Madonna viveu altos e baixos na indústria. E, se aqui está um pouco do seu melhor, aguardem, pois o pior está por vir! Até breve!
Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema, para ele um lugar mágico e sagrado, de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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