28 de dez de 2016

#Literatura: Jantar Secreto, de Raphael Montes





Eu já falei aqui antes e repito: uma das coisas que mais gosto quando estou lendo um livro é de ser surpreendido. Pegar um livro e embarcar naquela história, junto com os personagens e caminhos que me façam vibrar, sorrir, me emocionar. E quando isso acontece, ah, como é bom! E Raphael Montes, um autor jovem e maravilhoso, é alguém que tem o dom de me surpreender com suas histórias, muitas vezes me contrariando, mas sempre me deixando impactado com suas obras.

Apenas para terem ideia, conheci o Raphael Montes no início desse ano, já que Dias Perfeitos, seu trabalho anterior, foi o primeiro livro que li em 2016. Gostei bastante da história e do estilo do autor, por isso procurei seus outros trabalhos já lançados, O Vilarejo e Suicidas, que considero bem superiores ao primeiro livro que li e que já havia gostado muito, vejam só.

Por isso, foi com entusiasmo que aguardei o lançamento de Jantar Secreto, quarto livro de Raphael, que é também uma pessoa super agradável, que eu já encontrei em festas, bati papo e que, apesar de todo o potencial para um bom psicopata, deixou esse lado para seus personagens, sempre bem escritos e fascinantes.

Aqui, Raphael nos brinda com uma história bizarramente mirabolante: quatro jovens saem de uma cidadezinha do Paraná cheios de sonhos para fazer faculdade no Rio e se fixam em Copacabana. Anos depois, já formados, eles se encontram insatisfeitos com a vida e, por um acaso do destino, se vêem com uma dívida de mais de R$ 25 mil com a imobiliária e sem saber como resolver essa questão. Até que resolvem organizar jantares secretos (que existem e estão se popularizando bastante) para levantar essa grana. Mas, por uma brincadeira de um deles, acabam oferecendo um jantar em que seria servida carne humana e, inesperadamente, o sucesso e o dinheiro começam a bater em suas portas com essa ousadia. Claro que, com uma ideia dessas, as coisas acabam saindo do controle e é o desenrolar desses acontecimentos que acompanhamos no livro.

Dito isso, preciso dizer que, sem trocadilhos, eu devorei Jantar Secreto em poucos dias. O autor, com sua escrita envolvente, conseguiu despertar em mim o mesmo que senti ao ler Suicidas, o livro que eu mais havia gostado dele até então. A trama bizarra, o desenrolar, o fio narrativo, tudo em Jantar Secreto evoca a um autor que amadurece bastante nesse novo romance e que, desde já, me deixa ainda mais ansioso para seus próximos trabalhos. E é inevitável não imaginar como essa história se desenrolaria na tela do cinema, já que ela é, por si só, cinematográfica.

Sem medo de errar, coloco os quatro livros de Raphael Montes que li entre os melhores que passaram pelas minhas mãos nesse ano (e olha, eu li bastante, viu, como vocês podem ver clicando nesse link). E se vocês não o conhecem, não percam tempo: dêem uma chance a esse jovem autor carioca, podendo começar por esse lançamento (e, depois, se gostarem, sugiro lerem na seguinte ordem: Dias Perfeitos, O Vilarejo e Suicidas, pra irem apreciando-o ainda mais).

Bon apetit!

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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