30 de dez de 2016

#Retrospectiva: O Que Vimos em 2016








2016 foi um ano difícil e, quer queira quer não, ninguém saiu impune e foi afetado de diversas maneiras. Foi tanta super lua que eu perdi as contas. Se já não bastasse a crise, enfrentamos um golpe e ainda ficamos um tempo sem WhatsApp. Vimos um doidivanas sedento pelo poder ser eleito o homem mais poderoso do mundo e, pior, vimos muitas coisas que não gostaríamos de ter visto.

Assistimos a casa mais vigiada do país conhecer sua participante mais louca e atrevida. Ana Paula Renault fez história ao dar audiência para um reality desgastado e fez alegria da emissora e do público até sua estranha saída.

Vimos Leonardo DiCaprio (enfim) se consagrar na cerimônia mais branca do Oscar. Talvez como mea culpa, o apresentador era negro, mas também vimos uma despreparada Glória Pires se perder em comentários esdrúxulos que fizeram a rede ficar em polvorosa.

A mesma rede que ficou ensandecida com as nudes de Paulo Zulu, Justin Bieber e Orlando Bloom; com Alexandre Borges num vídeo suspeito; e que não parou de dar repeat em Ivete dando um chega pra lá no marido. Qué isso papai?

Bob Dylan ganhou o Nobel, ser youtuber virou profissão e a Kéfera virou atriz no cinema, Madre Teresa foi canonizada, Luíza Brunet espancada, Madonna ovacionada. Obama foi passear em Cuba e o povo parou pra caçar Pokémon.

Assistimos de camarote a lavagem de roupa suja entre Zezé Di Camargo, sua filha e sua ex esposa e na queda de um ídolo teen que rima pastel, contudo o que a gente mais gostou foi de ver a cena de sexo gay na novela das onze.

Aliás, novela a gente viu muito. Viu Liberdade Liberdade, Totalmente Demais, Eta Mundo Bom, Haja Coração e parou de ver Sol Nascente. Viu muita série bacanérrima (Justiça, Stranger Things, Black Mirror) e tentativas que não chegaram a lugar nenhum (Supermax). Vimos programas divertidos com participantes machistas quebrando a cara em rede nacional (MasterChef) e programas ruins que o vovô Silvio insiste em quebrar a cara (Fofocando).

E mesmo o mundo não estando nada tranquilo e favorável, a Fernanda Gentil assumiu e a gente gostou muito. Mas a gente não gostou de ver a Fátima se separar do Bonner, Angelina do Brad e o Reino Unido da Europa.

E a gente viu Glória Maria chapada na Jamaica. Por falar no país dos rastas, foi de lá que veio o raio: Usain Bolt passou voando no Rio e deixou sua marca, em todos os sentidos, como diria a moça que deu pra ele. As Olimpíadas made in Brazil podem não ter tido a abertura, nem o encerramento mais grandioso das anteriores, mas a gente é pobre, mas é limpinho e fizemos tudo de maneira digna como manda o figurino. Teve Michael Phelps, Tiago Braz, Diego Hipólito e teve muita gente bonita e saborosa. Infelizmente, o carioca tá pagando a conta e a cidade tá quebrada.

Presenciamos o julgamento de Carandiru ser anulado, desabamento duma ciclovia no Rio, a PEC 241 ser aprovada e saírem mudando o ensino médio sem consultar os principais interessados; várias escolas e universidades serem ocupadas e muitos protestos. Mas também, fraudes no ENEM e o desemprego crescer, mas por outro lado também, vimos Eduardo Cunha ser cassado e preso, Sergio Cabral idem e Garotinho, menino minado esse, fazendo birra antes de ir pra cadeia.

Vimos aviões despencarem com centenas de anjos, alguns jogavam futebol outros davam as notícias e outros eram músicos. Vimos atentados em Bruxelas, Berlim, Nice, Istambul; numa boite gay em Orlando; testemunhamos o embaixador russo ser morto numa galeria de arte na Turquia; a Colômbia rejeitar a paz com as Farc e o problema dos refugiados aumentar a tensão na Europa que segue cada vez mais para a extrema direita.

Perdemos David Bowie, Prince, George Michael, Leonard Cohen, Billy Paul, Calby Peixoto, Carrie Fisher, Debbie Reynolds, Elke Maravilha, o professor Snape, Umberto Eco, Ettore Scola, Muhammad Ali, Guilherme Karan, Ivo Pitanguy, Goulart de Andrade, Gene Wilder, Orival Pessini, Ferreira Gullar, Tereza Rachel, Naná Vasconcelos, Domingos Montagner e tantos outros.

É, 2016, vá embora. E por favor não volte.

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Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema, para ele um lugar mágico e sagrado, de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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